A empresa chinesa Liuyang New Year Fireworks venceu a 29.ª edição do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, que terminou esta segunda-feira, Dia Nacional da China, e é um dos cartazes turísticos daquela região.

Milhares de pessoas reuniram-se na baía em frente à Torre de Macau para assistirem ao último dia do concurso, reservado aos espetáculos da Itália e da China. Na cerimónia de entrega de prémios, a responsável pela Direção dos Serviços de Turismo (DST) descreveu o evento como um dos “maiores cartazes turísticos” do território, capaz de atrair turistas de todo o mundo.

“A DST irá continuar a apresentar eventos diversificados e inovadores, em cooperação com diferentes serviços governamentais, instituições, associações (…) com o objectivo de transformar Macau num centro mundial de turismo e lazer”, sublinhou Helena de Senna Fernandes.

A companhia pirotécnica “Luso” voltou a representar Portugal no concurso, que contou ainda com a participação de equipas das Filipinas, Coreia do Sul, Japão, Bélgica, França, Alemanha e Áustria.

O grupo português viu a sua atuação inspirada no Fado ser adiada uma semana, devido ao tufão Manghkut, que atingiu Macau no dia 16 de setembro e obrigou as autoridades a içarem o sinal 10 de tempestade tropical, o máximo na escala de alerta. À data, em conferência de imprensa, o representante da empresa, Vítor Machado, lembrou que todo o material foi ‘made in’ Portugal.

Este ano, a “Luso” decidiu investir “numa viagem de sonoridades”, “desde os clássicos, como Amália [Rodrigues]” e António Zambujo, até ao Fado In Bossa e aos Beat Bombers Remix, passando por artistas como Rodrigo Leão e Camané, Pedro Abrunhosa, Dulce Pontes, Deolinda e, inclusive, os Gaiteiros de Lisboa, disse.

No ano passado, o concurso foi cancelado devido aos estragos provocados pelo tufão Hato, que atingiu Macau em 23 de agosto, causando dez mortos, mais de 240 feridos e prejuízos avaliados em 1,3 mil milhões de euros.