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Catalunha

Madrid rejeita ultimato de separatistas e pede “distensão e calma”

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Isabel Celaá, porta-voz do Governo, sublinhou que o Governo socialista "não aceita ultimatos e mantém a sua determinação em continuar com o diálogo" na Catalunha.

QUIQUE GARCIA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Governo espanhol recusou esta terça-feira em Madrid o “ultimato” dado pelo chefe do Governo regional da Catalunha que ameaçou retirar o apoio parlamentar ao executivo central socialista se este não organizar um novo referendo de autodeterminação.

A porta-voz do governo, Isabel Celaá, convocou uma conferência de imprensa ao fim da tarde para sublinhar que o Governo socialista “não aceita ultimatos e mantém a sua determinação em continuar com o diálogo” na Catalunha.

A responsável governamental pediu ao presidente do Governo regional, o independentista Quim Torra, “distensão e calma”, repetindo que “o caminho é o diálogo e a convivência”. Quim Torra, ameaçou esta tarde o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, de lhe retirar o apoio dos partidos independentistas no parlamento espanhol se ele não concordasse até novembro em organizar um referendo de autodeterminação.

“A paciência dos catalães não é infinita, Pedro Sánchez não tem mais margem de manobra”, disse Quim Torra numa altura em que o movimento separatista está dividido e a ser pressionado pela sua ala mais radical.

Isabel Celaá insistiu várias vezes na necessidade de Torra “abrir o diálogo” entre os catalães que apoiam a independência e aqueles que defendem a Constituição espanhola. “Vamos continuar a trabalhar sempre pelo respeito da Constituição e pelo diálogo”, afirmou. A porta-voz do Governo espanhol também lançou um apelo ao Partido Popular (direita) e aos Cidadãos (direita liberal) para apoiarem o executivo nesta questão, que considerou ser de “Estado”.

Os dois partidos defenderam nos últimos dias a intervenção direta de Madrid na Catalunha através da ativação do artigo 155 da Constituição espanhola, que permite colocar debaixo da tutela do Governo central aquela região espanhola, como aconteceu em 2017.

Pedro Sánchez tornou-se primeiro-ministro em 02 de junho último, depois de o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ter aprovado no parlamento, na véspera, uma moção de censura contra o executivo do Partido Popular (direita) com o apoio do Unidos Podemos (extrema-esquerda) e uma série de partidos mais pequenos, entre eles os nacionalistas bascos e os independentistas catalães.

As comemorações na segunda-feira do primeiro aniversário do referendo de autodeterminação ilegal de 01 de outubro de 2017 levaram a vários incidentes ao longo do dia entre independentistas radicais e a polícia regional.

O anterior Governo de direita, liderado por Mariano Rajoy, decidiu a 27 de outubro do ano passado intervir diretamente na Catalunha e marcou eleições regionais para 21 de dezembro de 2017 que voltaram a ser ganhas por uma maioria de partidos independentistas, apesar de o partido mais votado ter sito o Cidadãos (direita liberal, unionista).

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