A recordista do Guiness, Maya Gabeiro, surfista brasileira de 31 anos, surfou em janeiro deste ano, na Nazaré, a maior onda da jamais surfada por uma mulher, que ultrapassou os 20 metros de altura.

Mas 2018 não foi o primeira ano que Maya enfrentou as ondas do Canhão da Nazaré. Em 2013 teve um episódio em que viu a sua vida em risco após ter caído da prancha e ter perdido os sentidos com o choque, tendo sido salva já inconsciente.

Embora a experiência tenha sido traumática e lhe tenha trazido mazelas físicas e psicológicas, a surfista brasileira nunca desistiu do sonho de conseguir surfar uma das famosas ondas gigantes da Nazaré, tendo-se preparado durante 5 anos para o seu regresso triunfante.

Em 2015, a Red Bull lançou o documentário Maya Gabeiro: Return to Nazaré, que conta a história do regresso de Maya às ondas, mostrando momentos de grande emoção, e das dificuldades que a surfista brasileira teve, após a sua queda quase letal, em 2013.

“Todo o mundo tem que ter medo. É o que nos mantém vivos”

Foi na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, que Maya conheceu a sua paixão e aptidão pelo surf em 2003, quando aos 13 anos deixou o ballet para se dedicar às ondas. A sua trajetória de vida fê-la passar por alguns dos países mais importantes do circuito mundial do surf, nomeadamente na Austrália, onde fez um programa de intercâmbio escolar, e no Havai, para onde se mudou aos 17 anos e trabalhou como empregada de mesa.

Mas a sua paixão e talento no surf levaram-na a procurar as grandes ondas na Baía de Waimea, no Havai, onde surfou a sua primeira grande onda, registando 10,6 metros de altura. Em 2007, 2008, 2009, 2010 e 2012 ganhou o prémio da Big Wave Awards e em 2008 ficou conhecida como a primeira mulher a surfar nas águas do Alasca.

Com um vasto leque de experiências em cima da prancha, seria uma questão de tempo até Maya trilhar o seu caminho até à vila portuguesa da Nazaré, que conheceu em 2013, uma vez que estava a ganhar fama no circuito internacional do surf de ondas gigantes.

A surfista brasileira é uma verdadeira inspiração para todos os que gostam de surfar grandes ondas pois para além da situação de 2013, também em 2011 viveu um episódio igualmente traumático, no recife de Teahupoo, na Polinésia Francesa, mas nunca desistiu.

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