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Obras de Júlio Pomar e Luísa Cunha juntas na exposição “O Material Não Aguenta”

Obras de Júlio Pomar e Luísa Cunha, cruzam-se na exposição "O Material Não Aguenta", que é inaugurada a 18 de outubro, no Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa.

TIAGO PETINGA/LUSA

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  • Agência Lusa
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Obras de Júlio Pomar e Luísa Cunha, artistas que têm em comum terem resistido às convenções através da ironia, cruzam-se na exposição “O Material Não Aguenta”, que é inaugurada a 18 de outubro, no Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa. A entidade anunciou hoje que a mostra, cujo projeto foi iniciado ainda em vida do pintor, falecido em maio deste ano, tem curadoria de Sara Antónia Matos, e vai estar patente até 20 de janeiro de 2019.

A exposição “O Material Não Aguenta: Júlio Pomar e Luísa Cunha” dá seguimento a um programa de exposições do Atelier-Museu que, todos os anos, procura cruzar a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade. Deste modo, esta exposição é pensada, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu.

“Ambos detentores de sentido crítico, Júlio Pomar reconheceu na obra de Luísa Cunha uma qualidade irónica e até mordaz em relação à realidade, que, segundo o pintor, prometia uma aproximação inesperada entre a obra de ambos”, indica um texto daquela entidade, hoje divulgado.

Na base deste pensamento do pintor teriam estado peças como “É uma pena” (2003), de Júlio Pomar, e “Obra com nível” (2011), de Luísa Cunha, “que integram nos seus corpos os objetos que lhes dão nome, uma pena e um nível, respetivamente, servindo-se dos trocadilhos semânticos que os títulos lacónicos instauram na leitura das peças”.

“Formalmente, a obra de Júlio Pomar contém na sua estrutura uma pena de uma ave, mas o seu título alude também a uma sentença ou um lamento. Assim como a de Luisa Cunha é feita de um nível, sendo que é também uma obra de grande categoria e elevação. Obras como estas põem em ação mecanismos de associação/dissociação entre o que se vê materializado e o âmbito da linguagem comum (expressões triviais do dia a dia), lembrando que os sentidos decorrem sempre de campos e movimentos de deslize”, indica ainda o comunicado.

Na exposição estarão patentes as obras “Dirty Mind”, (1995), de Luísa Cunha, uma obra composta por um estore vermelho, com uma lamela deformada que convida a espreitar pela fresta, “sentido ‘voyerista’ logo frustado, na medida em que a obra foi concebida para expor contra uma parede”.

Também está presente “Drop the bomb!” (1994), num lugar onde não poderia ser mais inadequada a instrução para o ato de “largada de uma bomba”, um museu, onde sabemos que todos os cuidados de conservação, preservação e manutenção de obras e espólios são poucos. “Esta exposição que junta o trabalho de Júlio Pomar com uma companhia porventura inesperada, Luísa Cunha, mostra o quanto a obra deste pintor em sete décadas de trabalho, recorrendo a meios e suportes diferenciados, abriu avenidas no campo das artes plásticas”, salienta.

“O Material Não Aguenta”, título da exposição, “deriva de uma conversa com a artista, sublinhando a perda da dimensão icónica, celebrativa e por vezes intocável da obra de arte”. No decurso da exposição será publicado um catálogo – com edição do Atelier-Museu Júlio Pomar/Documenta – e imagens das obras instaladas no espaço casa-museu.

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