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World Match Racing Tour estreia-se em Lisboa com Regata Portugal

A primeira edição da Regata Portugal, com entrada livre, traz a Lisboa alguns dos melhores velejadores do mundo, como é o caso do britânico Ian Williams, seis vezes campeão do mundo.

THOMAS JOHANSSON/EPA

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  • Agência Lusa
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A Regata Portugal em vela é uma das quatro provas do World Match Racing Tour e vai decorrer, pela primeira vez, em Lisboa, entre quarta-feira e domingo, com a participação de duas equipas portuguesas.

Em competição vão estar 12 tripulações, duas das quais constituídas por velejadores nacionais, e oito catamarãs, que vão discutir no Rio Tejo, junto ao Terminal de Cruzeiros de Lisboa, a etapa que antecede a final, o Match Racing World Championship, em Shenzhen, na China, entre os dias 08 e 12 de novembro.

A primeira edição da Regata Portugal, com entrada livre, traz a Lisboa alguns dos melhores velejadores do mundo, como é o caso do britânico Ian Williams, seis vezes campeão do mundo, e do australiano Torvar Mirsky, vencedor do World Match Racing Tour em 2017.

A representar Portugal vão estar duas equipas com pouca experiência nesta classe, como admite Bernardo Freitas, e “num barco que ainda não existe” em território nacional. “Juntámo-nos há três dias e temos estado a trabalhar a coordenação entre a tripulação, porque ainda estamos a adaptar-nos a uma classe nova. Temos que ter noção da nossa posição neste tipo de regata, há pouca experiência a nível de Match Racing mundial em Portugal e muito menos neste tipo de barcos”, começou por explicar Bernardo Freitas, ‘skipper’ da Adamastor Racing.

Ao lado do atleta olímpico, que há dois anos disputou o Match Racing Tour integrado numa formação estrangeira, vão estar Frederico Melo, Gil Conde e João Matos Rosa, numa tripulação que tem como estratégia “fazer regata após regata, tentar evoluir, dar o máximo de luta e tentar tirar partido dos erros dos adversários”. Como objetivo final, avança Freitas, a ideia passa também por tentar “colocar uma equipa portuguesa a fazer o circuito inteiro no próximo ano”.

Já António Fontes, um dos elementos da tripulação Team Portugal, formada pelo skipper Hugo Rocha, Mariana Lobato, Jorge Lima e Hélder Basílio, destaca a importância das “muitas correntes e diferença de ventos” nas regatas no Tejo. “Vão ser aspetos determinantes nesta regata. A expetativa é passar a primeira fase. Já seria bastante bom entrar no Match Racing, reservado aos oito primeiros. Todas as outras equipas treinam todos os dias e fazem vida disto, enquanto nós é a primeira vez que estamos a fazer esta regata juntos. Mas temos bons velejadores”, ressalvou Fontes, que, à semelhança de Bernardo Freitas e Frederico Melo, competiu na última edição da Volvo Ocean Race.

A competição será realizada em dois formatos, com a fase de qualificação a ser disputada pelas 12 equipas em regata de frota (os catamarãs navegam em simultâneo), na quarta e quinta-feira, para apurar as oito finalistas.

Na sexta-feira, após o tiro de largada, às 12:10, dado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, desde o Navio Escola Sagres, dá-se início à fase de eliminatórias, Match Racing, que culminará com uma final e uma petit‘ (pequena) final no domingo.

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