Tecnologia

Blockchain. Governo avança com segunda edição do GovTech em 2019

Secretária de Estado da Modernização Administrativa diz ao Observador que vai manter o concurso de ideias com recurso a moedas digitais em 2019. Já se conhecem os seis finalistas deste ano.

Concorreram ao GovTech 113 projetos, os três vencedores serão conhecidos esta quinta-feira

AFP/Getty Images

Já se conhecem os seis projetos finalistas do GovTech, o concurso que o Governo lançou em tecnologia blockchain (protocolo que permite efetuar transações virtuais sem intermediário e que serve de base às criptomoedas) para ajudar a resolver os principais problemas da humanidade. Para o ano, há nova edição do programa, avançou ao Observador Graça Fonseca, secretária de Estado da Modernização Administrativa.

Vai haver uma segunda iniciativa, em 2019. A plataforma mantém-se e as pessoas que já estiverem registadas podem continuar a utilizar as suas carteiras para votar”, explicou Graça Fonseca.

Dos seis finalistas, apenas três vão sair vencedores do evento que o Governo promove esta quinta-feira ao fim do dia. Cada um receberá 30 mil euros, terá apoio do Estado para desenvolver e testar o produto ou serviço, terá um espaço numa incubadora nacional, apoio à internacionalização e um acesso ao pacote Alpha para a Web Summit (três bilhetes e a possibilidade de expôr o produto ou serviço durante um dia no evento).

Os projetos que concorrem à fase final do GovTech são todos desenvolvidos em Portugal nas áreas das Florestas, Saúde, Alimentação Saudável, Agricultura e Educação. O Governo recebeu 113 candidaturas e Graça Fonseca diz que a experiência com o projeto e as criptomoedas “foi muito positiva”. Para participar no concurso e votar nos melhores projetos, os utilizadores inscreviam-se numa espécie de plataforma de crowdfunging [financiamento coletivo], na qual criavam uma carteira digital e ganhavam “GovTech”, moedas virtuais para voto. Era com estas moedas que os utilizadores “investiam” nos projetos que mais gostavam.

Tivemos cerca de 2 mil inscrições que criaram carteiras com as moedas virtuais e que para se registarem na plataforma não bastava terem um nome de utilizador e palavra-passe. É precisa uma autenticação forte e há aqui um envolvimento de pessoas que num mês aderiram [à plataforma], criaram uma carteira e investiram muito nestes projetos”, disse Graça Fonseca.

Das 4.959.400 moedas virtuais que foram emitidas pelo Governo, os 1734 investidores que se registaram para votar utilizaram 4.559.312. “Houve pessoas que se registaram e conseguiram mais de 144 amigos. Houve imenso dinamismo e nas últimas 48 horas foi impressionante a evolução e a dinâmica de investimento dos projetos. Os últimos seis finalistas mudaram nas últimas 24 horas”, acrescentou a secretária de Estado.

Aos votos dos utilizadores com os “GovtTech” juntaram-se os votos dos jurados da iniciativa — que inclui nomes como Catarina Furtado (embaixadora das Nações Unidas e apresentadora), Ricardo Lima (Head of Startups da Web Summit), Vânia Gonçalves (investigadora) e João Borga (Startup Portugal).

“Quando lançámos este desafio, quisemos de alguma maneira diferenciá-lo de uma medida de apoio ao empreendedorismo puro. Foi uma maneira de desafiar empreendedores e spin-offs de universidades a pensarem não só no seu produto enquanto negócio mas também enquanto solução para um problema global”, disse Graça Fonseca.

Os projetos que esta quinta-feira concorrem pelo prémio final são:

  • Informat: sistema robotizado com funcionamento semi-autónomo para criação e gestão de aceiros e limpeza de terrenos florestais. Atua na prevenção dos fogos rurais, protegendo a vida terrestre:
  • Vida Saudável Para Todos: a empresa OceanGlamour tem como objetivo produzir e vender o produto Salicórnia, altamente nutritivo e saudável, pronto para o consumo, e que procura evitar complicações de saúde, como os acidentes vasculares cerebrais (principal causa de morte em Portugal), hipertensão e doenças cardiovasculares.
  • Bio2Skin: biomaterial adesivo, baseado em nanotecnologias para aplicações médicas, que evita dermatites em uso prolongado.
  • Mi-Go: kit robótico concebido para ajudar pequenos e graúdos, com mais ou menos aptidões e acesso a tecnologia ou meios digitais;
  • Spawnfoam: utiliza resíduos florestais para produzir um material alternativo ao plástico, multifacetado, personalizável, biodegradável e amigo do ambiente em todo o processo produtivo, que pode ser aplicado na produção de vasos;
  • Smartfarmer: portal de compra e venda de hortofrutícolas que, por georefenciação, coloca em contacto direto produtores e consumidores. Eliminado o intermediário, reverte para o produtor (pago em 3 dias) a margem do distribuidor
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