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Venezuela

Governo português dá apoio a doentes, carenciados e empresários na Venezuela

O apoio médico e social prestado por Portugal será coordenado por uma associação de médicos na Venezuela. Uma linha de crédito vai apoiar empresários lesados com os distúrbios nas eleições de 2017.

O difícil abastecimento pelas redes oficiais na Venezuela faz com que os retalhistas comprem no mercado paralelo. Quando há fiscalização os empresários são acusados de boicote económico

JUAN BARRETO/AFP/Getty Images

O Governo português chegou a acordo com o governo venezuelano sobre o tipo de apoio que pode ser dado aos portugueses e luso-descendentes na Venezuela. Os apoios têm chegado ao país de forma discreta via embaixada e rede consular, mas agora passam a estar associados a um projeto específico — Projeto Rede Portuguesa de Assistência Médica e Social — e a uma linha de crédito para empresários, noticiou o Público.

Nos último três anos, com a colaboração da indústria farmacêutica, do Infarmed e do Ministério da Saúde, Portugal fez entrar milhares de embalagens de medicamentos na Venezuela. Com o Projeto Rede Portuguesa de Assistência Médica e Social, que será coordenado pela Associação de Médicos de Origem Luso-Venezuelana (Asomeluve), o objetivo é abrir cinco postos, em cinco cidades venezuelanas, para “fazer o encaminhamento de remédios e serviços de saúde e apoio a quem não tem meios”, disse ao Público Adérito de Sousa Ferreira, presidente da Asomeluve. O objetivo da associação é “ser porta-voz destas pessoas, que são cidadãos portugueses, perante as autoridades portuguesas”.

A associação vai promover o tratamento das pessoas no país, mas, quando isso não for possível, os doentes podem ser encaminhados para Portugal. O repatriamento pode acontecer tanto por motivos de saúde como de carência e não terá qualquer custo para portugueses e luso-descendentes. Os secretários de Estado das Comunidades e do Emprego estão também a fazer um levantamento a nível nacional da mão-de-obra necessária para garantir emprego aos portugueses e luso-descedentes repatriados.

Outro dos problemas identificados pelo Governo português, e que foi alvo de acordo com o governo venezuelano, foi o dos empresários portugueses e luso-descendentes que tiveram prejuízos decorrentes das manifestações durante a campanha e eleições de 2017. Estes empresários, que trabalham sobretudo nos sectores da panificação, cafés, restaurantes, hotelaria e distribuição, vão ter acesso a uma linha de crédito de cinco milhões de dólares (cerca de 4,4 milhões de euros).

O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, que se tem deslocado com frequência à Venezuela, vai estar no país entre sábado e quinta-feira da próxima semana. Um dos objetivos destas visita é assegurar a defesa dos dez portugueses que estão acusados de irregularidades na prática de preços em supermercados.

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