Espanha

Carta hidrográfica luso-espanhola do Guadiana reforça cooperação

O Estado espanhol deu esta terça-feira um novo passo, com a apresentação da primeira carta hidrográfica do Rio Guadiana realizada conjuntamente pelos dois países.

OLIVIER HOSLET/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, considerou, esta terça-feira, em Ayamonte (Espanha) que a cooperação com o Estado espanhol deu esta terça-feira um novo passo, com a apresentação da primeira carta hidrográfica do Rio Guadiana realizada conjuntamente pelos dois países.

José Azeredo Lopes esteve esta terça-feira na localidade fronteiriça de Ayamonte, onde participou na cerimónia de apresentação das novas cartas hidrográficas do rio Guadiana, juntamente com a homóloga Margarita Robles, ministra da Defesa do reino de Espanha, e no final destacou a importância do trabalho realizado pelos dois ministérios, através dos Institutos Hidrográficos português e espanhol.

O governante português explicou que este trabalho vai ter mais continuidade e ser replicado no rio Minho, outro dos cursos de água dividido pelos dois países, cuja carta hidrográfica deverá estar concluída dentro de dois anos.

“Isto resulta já de um acordo celebrado na última cimeira luso-espanhola, em 2017, em Vila Real, onde os dois estados concordaram que era necessário trabalhar em conjunto para realizarem trabalhos hidrográficos de relevo, quer quanto à desembocadura do rio Minho, quer em relação à desembocadura do rio Guadiana”, afirmou o ministro português.

Azeredo Lopes precisou que “este primeiro trabalho está realizado no que diz respeito ao Guadiana” e permite unificar padrões, procedimentos e metodologias entre os Institutos Hidrográficos dos dois países, que tinham dados por vezes não coincidente e distintos nas cartas que cada um produziu de forma autónoma no passado.

“Nós, pelos vistos, tínhamos diferenças no plano hidrográfico, quanto à profundidade, à altimetria”, exemplificou o governante luso, frisando que, “hoje, estas diferenças já não existem” e considerando que “isso significa maior segurança na navegação, maior confiança no trabalho científico e técnico das partes” e permite “olhar agora para o próximo projeto, que é o que falta, que é o do rio Minho”.

O governante disse ainda que esta é uma “forma também de os dois Estados, numa área muito técnica, mas que tem consequências práticas para a vida das pessoas, darem um passo importante e simbolicamente exprimirem acima de tudo a sua amizade”.

Na área da Defesa, esta cooperação entre os dois Estados era já visível no seio de organizações como as Nações Unidas, a NATO ou a União Europeia, como mostra a utilização por forças militares portuguesas de uma base espanhola no Iraque, exemplificou o ministro.

A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, salientou durante a cerimónia a importância da colaboração entre os dois países e recordou a primeira viagem de circum-navegação iniciada e concluída pelo português Fernão de Magalhães e o espanhol Juan Sebastian Elcano, respetivamente, para reivindicar o trabalho conjunto dos dois países e das respetivas Forças Armadas.

“Hoje é o Guadiana que nos une neste ato, mas une-nos a história e uma coisa que ninguém nos pode tirar, que é essa Volta ao Mundo que vamos celebrar em que Espanha e Portugal descobriram e abriram novas portas através do mar, mar que tão importante é para todos. Temos passado comum, temos presente e temos muito futuro”, afirmou.

Margarita Robles disse ainda que “Espanha e Portugal são sócios sérios, rigorosos, e comprometidos com uns valores, que são os que defende a carta das Nações Unidas, de paz e liberdade em todo o mundo”.

“Sabemos que os olhos dos países Europeus e da NATO estão postos no flanco sul, em Espanha e Portugal, porque sem os dois países e as nossas respetivas Forças Armadas, não se pode construir nem uma Europa de futuro nem um Mundo de futuro, no qual a paz e os valores tenham relevância e a sua importância”, acrescentou.

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