Rádio Observador

São Tomé e Príncipe

Partido no poder condena “veeementemente” protestos em São Tomé

O porta-voz da Ação Democrática Independente, partido no poder em São Tomé e Príncipe, condenou "veementemente" os protestos violentos que ocorreram esta segunda-feira na capital.

NUNO VEIGA/LUSA

O porta-voz da Ação Democrática Independente (ADI), partido no poder em São Tomé e Príncipe, condenou, esta terça-feira, “veementemente” os protestos violentos que ocorreram esta segunda-feira na capital e responsabilizou a oposição “por esse ato de vandalismo”.

“Queremos condenar veementemente o que aconteceu ontem [segunda-feira], que culminou com o incêndio de uma viatura de Estado, adstrita à juíza que está no apuramento distrital em Água Grande”, disse esta terça-feira, em conferência de imprensa, o porta-voz e deputado da ADI, Abenildo Oliveira. O partido ADI, acrescentou, “responsabiliza todos os partidos da oposição por esse ato de vandalismo”.

“Queremos afirmar que essa nossa responsabilização tem a ver com o facto de terem estado presentes várias figuras, altos dirigentes desses partidos”, nomeadamente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), segundo partido mais votado nas eleições legislativas de domingo.

Centenas de pessoas protestaram esta segunda-feira na capital são-tomense, junto à sede da comissão eleitoral do distrito de Água Grande, para contestar a alegada recontagem de votos, uma manifestação violenta, com algumas pessoas a incendiar o carro da juíza e que culminou com uma intervenção da Polícia de Estado (os chamados ”ninjas”).

“Muitos” responsáveis políticos “andaram a pagar bebidas e a dar dinheiro aos jovens para cometer esse ato”, o que é “lamentável”, disse Abenildo Oliveira.

Os manifestantes diziam recear que a juíza Natacha Amado Vaz, irmã da ministra de Justiça do atual Governo, transferisse votos nulos para votos válidos para a ADI.

O responsável da ADI minimizou os laços familiares da juíza com a ministra, referindo que São Tomé e Príncipe “é um país em que quase todos são parentes e familiares”.

A ADI, referiu ainda, “apela à serenidade e à calma a todos os militantes e à população” em geral. “Apelamos ao Governo para que crie todas as condições de segurança para magistrados e agentes da Comissão Eleitoral Nacional que estão envolvidos no processo eleitoral”, pediu o porta-voz do partido no poder.

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