Cultura

Antiga hemeroteca de Lisboa vai ser transformada em centro cultural pelos jesuítas

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Palácio histórico no centro de Lisboa será um espaço para o diálogo entre a fé cristã e a cultura, resultante de uma parceria entre a Companhia de Jesus e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O pólo cultural vai abranger a igreja e museus de São Roque e o Palácio dos Condes de Tomar

Leonardo Negrão

O histórico Palácio dos Condes de Tomar, no Bairro Alto, em Lisboa, onde funcionou durante décadas a Hemeroteca Municipal de Lisboa, vai ser transformado pelos jesuítas portugueses num centro cultural. Objetivo: promover o diálogo entre a fé cristã e as culturas urbanas contemporâneas.

Segundo explicou ao Ponto SJ o padre jesuíta Francisco Mota, responsável pela comissão instaladora do centro, o objetivo passa por “estabelecer pontes entre fé e cultura“, colocando “a tradição cristã em diálogo com as culturas urbanas contemporâneas”.

Na origem do projeto, uma parceria entre a Província Portuguesa da Companhia de Jesus e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), está a revista Brotéria, uma das mais antigas revistas científicas e culturais do país, fundada por jesuítas em 1902.

O novo pólo cultural será composto por duas partes: um nos espaços da igreja de São Roque e do arquivo e biblioteca da SCML, onde funcionarão espaços museológicos, e outro no palácio, onde estará a revista Brotéria. Do pólo cultural fazem parte o Museu de São Roque e a Casa Ásia, que abre no próximo ano e onde estará patente ao público a coleção de arte asiática que reúne o espólio de Francisco Capelo, transferido no ano passado para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Esse espaço, segundo o padre Francisco Mota, será “um espaço dinâmico, aberto à rua, que atrairá pela sua programação variada e atenta às questões atuais que quem vive numa cidade como Lisboa enfrenta“. Segundo o sacerdote, “a abertura à cidade não é contrária a esta identidade fortemente cristã”, mas, “pelo contrário, potencia-a”.

“As grandes questões económicas, políticas, urbanistas, artísticas, sociológicas, históricas, etc, são o contexto no qual a fé se move. É aí que a Igreja tem que estar, porque é aí que estão as pessoas — com as suas preocupações, desafios, esperanças”, considera Francisco Mota.

O espaço terá uma programação cultural que contará com exposições, debates, conferências e espetáculos, além de abrir o acervo da revista Brotéria a leitores e investigadores.

O objetivo é expor-nos ao diálogo e ao debate, para com isso pôr em evidência as convergências que existem entre a fé, a cultura e as ciências. Um diálogo entre a fé cristã e as culturas urbanas contemporâneas, para construir uma sociedade mais justa e humana”, defende Francisco Mota.

Recorde-se que, em 2015, o projeto para restaurar o palácio — que incluía a demolição de algumas partes do edifício — motivou o protesto do Fórum Cidadania Lx, que alegava que a instalação da biblioteca dos jesuítas seriam prejudiciais ao património que ali existia.

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