BMW

BMW vai pagar 3,6 mil milhões de euros para assumir controlo de filial na China

BMW informou que vai pagar 3.600 milhões de euros para assumir controlo da sua 'joint-venture' na China, após Pequim anunciar que vai eliminar os limites de propriedade no setor automóvel.

CHRISTIAN BRUNA/EPA

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  • Agência Lusa
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A fabricante alemã de automóveis BMW informou, esta quinta-feira, que vai pagar 3.600 milhões de euros para assumir controlo da sua ‘joint-venture’ na China, após Pequim anunciar que vai eliminar os limites de propriedade no setor automóvel.

A BMW vai passar a ter 75% da filial BMW Brilliance Automotive, que detém em conjunto com firma chinesa Brilliance Auto Group. A BMW detém atualmente 50% da ‘joint-venture’. A medida “reforça o compromisso da BMW” com a China e permitirá ao fabricante “aumentar os seus lucros” no maior mercado automóvel do mundo e acelerar a deslocação da sua cadeia de produção para o país asiático.

Segundo o comunicado, a BMW espera aumentar a capacidade de produção das suas fábricas em Shenyang, cidade do nordeste da China, onde investirá mais de 2.600 milhões de euros, e “expandirá a produção de modelos adicionais, incluindo veículos movidos a novas energias”.

“Começaremos uma nova era”, afirmou na quarta-feira o presidente executivo da empresa alemã, Harald Krueger, num discurso em Shenyang.

“A China está rapidamente a converter-se numa importante base de desenvolvimento e produção, incluindo de veículos movidos a novas energias”, disse.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que teve uma reunião no mesmo dia com Krueger, em Pequim, afirmou que o novo projeto de cooperação entre a BMW e a China indica que as novas medidas de abertura adotadas por Pequim se “estão a traduzir em ações concretas”.

“No futuro, estas medidas serão ainda mais fortes, e a China continuará a ser um destino importante para o investimento estrangeiro a longo prazo”, afirmou Li, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O acordo entra em vigor em 2022, ano em que Pequim eliminará totalmente as restrições aos fabricantes estrangeiros, que apenas podem deter 50% nos negócios no setor, sendo obrigados a unirem-se a empresas chinesas.

Este ano, a China vai já eliminar o limite de 50% no fabrico de veículos especiais e automóveis elétricos e híbridos, em 2020, alargará aquela medida aos comerciais e, em 2022, aos de passageiros. Os limites de propriedade no setor automóvel foram estabelecidos nos anos 1980, visando a transferência de ‘know-how’ para as firmas chinesas.

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