Furacão

Furacão Michael matou pelo menos seis pessoas na Flórida, Georgia e Carolina do Norte

O furacão Michael perdeu intensidade ao chegar a terra e baixou para a categoria 1. Há seis mortos, um deles menor. É o furacão mais intenso dos últimos 25 anos a chegar ao continente norte-americano.

Getty Images

Pelo menos seis pessoas morreram e uma outra ficou gravemente ferida durante a passagem do furacão Michael pela costa leste norte-americana, mais especificamente nos estados da Florida, da Georgia e da Carolina do Norte. Estes números agravam assim o registo das 13 mortes causadas antes pela sua passagem pela América Central. Mais de 900 mil casas e empresas na Florida, Alabama, Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte estão sem energia. O furacão Michael foi rotulado pelo Centro Nacional de Furacões como a mais poderosa tempestade a entrar nos Estados Unidos continentais nos últimos 25 anos e o terceiro mais forte de sempre a alguma vez entrar em terra no país. Agora que está a atravessar o estado da Georgia, Michael foi atualizado para um furacão de categoria 1 e deve passar a tempestade tropical nas próximas horas.

As vítimas mortais são um homem residente na Flórida que foi atingido na cabeça pelo tronco de uma árvore que caiu no telhado da sua casa em Gadsden County; e uma criança natural de Seminole County que também foi atingida por um objeto que caiu na casa onde estava abrigada. Uma terceira vítima, uma mulher, foi gravemente ferida na cabeça por um galho. Não havia ambulâncias disponíveis para a acudir, por isso as autoridades dizem que o estado de saúde dela é “incerto”.

[Veja no vídeo como o furacão Michael é visto do espaço]

A cidade mais afetada pelo furacão Michael foi Panama City, que fica precisamente na região por onde a tempestade entrou em terra por volta das sete da tarde de Lisboa com ventos sustentados a 250 quilómetros por hora, perto de se tornar num furacão de categoria 5. À medida que avançou para fora do litoral da costa este norte-americana, o furacão perdeu intensidade. Neste momento, Michael tem ventos sustentados de 150 quilómetros por hora, uma pressão atmosférica de 920 milibares e está a circular a uma velocidade de 22 quilómetros por hora.

De acordo com os últimos relatórios do Centro Nacional de Furacões, o departamento meteorológico norte-americano responsável por monitorizar os furacões que nascem no Oceano Atlântico, o olho do furacão está neste momento a passar por Albany, uma cidade no estado norte-americano da Georgia. O olho do furacão é precisamente o centro da tempestade: é à volta dele que giram as nuvens que compõem a tempestade. Mas é também a região mais tranquila: o clima é tão pacífico lá dentro que pode ser possível observar o céu e, durante a noite, ver estrelas.

Prova disso mesmo é o vídeo captado pelos Hurricane Hunters, uma equipa especializada da Força Aérea dos Estados Unidos que, a bordo de aviões Lockheed WP-3D Orion, atravessam ciclones tropicais no Atlântico e no Pacífico para fazerem medições meteorológicas das tempestades. Uma missão foi constituída para entrar dentro do olho do furacão Michael. As imagens mostram uma grande parede de nuvens empurradas por ventos velozes a circular dentro de um tubo de calmaria: lá dentro, e olhando para cima, o céu é azul e o sol brilha. Ao atravessar a parede da tempestade, no entanto, o piloto diz nunca ter passado por um furacão tão poderoso, apesar de ter sido destacado para atravessar o Ivan, o Katrina, o Rita e o Sandy.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mlferreira@observador.pt
Furacão

Pssst, dr. Costa. Houve um furacão no país /premium

Filomena Martins
800

Para quem faz da descentralização uma bandeira, ignorar uma catástrofe no centro do país revela além da insensibilidade genética outra verdade: que tudo são promessas lançadas (literalmente) ao vento.

Médicos

Senhor Dr., quanto tempo temos de consulta?

Pedro Afonso

Um dos aspetos essenciais na relação médico-doente é a empatia. Para se ser empático é preciso saber escutar. Ora este é um hábito que se tem vindo a perder na nossa sociedade, e nas consultas médicas

Política

Populismo, Portugal e o Mar

Gonçalo Magalhães Collaço

A capacidade que a Esquerda tem, e sempre teve, para se impor, dominar e exercer o condicionamento mental que exerce, é admirável.

CDS-PP

O governo merece uma censura /premium

João Marques de Almeida

Se o Presidente, o PM e os partidos parlamentares fossem responsáveis e se preocupassem com o estado do país, as eleições legislativas seriam no mesmo dia das eleições europeias, no fim de Maio. 

Arrendamento

A coisa /premium

Helena Matos

Programas para proprietários que antes de regressarem à aldeia entregam ao Estado as suas casas para arrendar. Torres com 300 apartamentos. O arrendamento tornou-se na terra da intervenção socialista

Médicos

Senhor Dr., quanto tempo temos de consulta?

Pedro Afonso

Um dos aspetos essenciais na relação médico-doente é a empatia. Para se ser empático é preciso saber escutar. Ora este é um hábito que se tem vindo a perder na nossa sociedade, e nas consultas médicas

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)