Um dos desportivos mais emblemáticos do mundo é o Chevrolet Corvette, em qualquer uma das suas sete gerações. É claro que a primeira e segunda são as que atraem uma maior quantidade de fãs, mas não só não é fácil encontrar (e pagar) um Corvette C1 (de 1953) ou C2 (de 1963) em boas condições, como nem sempre é agradável conduzir um destes veículos no dia-a-dia, pois as mecânicas com mais de meio século são temperamentais, o chassi apresenta necessariamente mazelas que afectam o comportamento e os miminhos (tecnológicos ou não), que tanto apreciamos nos carros modernos, não estão lá. E é aqui que surge Mitsuoka.

Mitsuoka Motors é um pequeno construtor de automóveis japonês que cria veículos estranhos e, em alguns casos, bonitos. Sensível ao que é moderno, mas igualmente conhecedor em relação ao que é clássico, especialmente se carregado de história, Mitsuoka decidiu conceber, hoje, um Chevrolet Corvette C2 de 1963. É claro que é uma réplica, pois de outra forma os custos seriam proibitivos, mas o estilo exterior retoma de forma quase perfeita o desportivo americano de outros tempos.

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Para servir de base, o criativo nipónico procurou um veículo que fosse ágil e divertido de conduzir, como o C2 era nos seus tempos, mas que ainda assim fosse acessível e que existisse em quantidade. A escolha recaiu no Mazda MX-5, que depois de ser alvo da atenção (e umas semanas de trabalho) se transformou numa versão mais curta de um Corvette de 63.

O motor é o de origem, ou seja o 1.5 a gasolina de 131 cv, longe pois do 5.4 V8 que o modelo original montava, ficando igualmente longe dos problemas e consumos elevados que o caracterizavam.

Só vão ser produzidas 50 unidades deste Corvette C2 de Mitsuoka, que acima de tudo serve para comemorar o 50º aniversário do fabricante e estão à venda por 36.500€. Só esperamos que agora Mitsuoka se dedique também ao Corvette C1 e C3, pois certamente não faltarão clientes.