Mercados Financeiros

Chinesa Tencent Music (também) adia estreia em bolsa

Empresa dona dos serviços de "streaming" de música mais usados na China decidiu adiar a estreia na bolsa, pelas mesmas razões que levaram a Sonae MC a cancelar a sua operação.

Getty Images for Sportel

A Tencent Music, a empresa, parte do “império” Tencent e dona dos serviços de streaming de música mais usados na China, decidiu adiar a estreia na bolsa pelas mesmas razões que levaram a Sonae MC a cancelar a sua operação: o mau momento nas bolsas de valores.

A empresa tencionava começar no próximo dia 22 o habitual roadshow para atrair investidores para a compra das novas ações, que seriam destacadas do grupo Tencent (que detém, por exemplo, o serviço de mensagens instantâneas WeChat). Perante a aproximação dessa data, foi necessário tomar uma decisão sobre se os bancos gestores da operação avançavam, ou não, com o roadshow — e a decisão acabou por ser o cancelamento, pelo menos até final de novembro.

Citado pelo Financial Times, um dos banqueiros ligados ao processo comentou que “é a coisa inteligente a fazer”. “Não faz sentido avançar de forma apressada em direção a um contexto de volatilidade. Não é como se a empresa esteja desesperadamente a precisar do dinheiro” que encaixaria com a venda de parte do capital em bolsa, acrescenta o especialista.

O objetivo da Tencent Music seria encaixar pelo menos dois mil milhões de dólares, com a venda de um porção do capital que ficaria avaliado num total de 30 mil milhões de dólares.

As mesmas condições desfavoráveis levaram a Sonae a cancelar a oferta de ações da empresa de distribuição dona do Continente, informou a empresa ao mercado na quinta-feira. Em causa estava uma oferta de ações para investidores institucionais internacionais, como fundos de investimento e seguradoras, e para investidores portugueses de retalho — sendo que a oferta falhou na adesão dos grandes investidores internacionais e acabou por ditar o cancelamento da abertura do capital da Sonae MC.

Na base da turbulência das bolsas internacionais tem estado uma conjugação de efeitos que vão desde algumas políticas do presidente Donald Trump, em particular a escalada na guerra comercial com a China, até ao braço de ferro do Governo italiano com a Comissão Europeia por causa do controlo orçamental. As quedas dos últimos dias também são uma reação ao fim da política de estímulos económicos que está a acontecer mais depressa nos Estados Unidos, onde a Fed já está a aumentar as taxas de juro de referência.

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