Eleições no Brasil

ONU preocupada com violência nas eleições brasileiras

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A ONU está "profundamente preocupada" com o clima de violência nas eleições do Brasil e apelou aos líderes políticos brasileiros que condenem explicitamente os atos violentos.

FERNANDO BIZERRA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse, em comunicado, estar “profundamente preocupada” com o clima de violência nas eleições do Brasil e apelou aos líderes políticos brasileiros que condenem explicitamente os atos violentos.

Pedimos aos líderes políticos e aqueles com influência, que condenem publicamente qualquer ato de violência durante esse período eleitoral delicado, e a chamarem todos os lados para que se expressem de forma pacífica e com o total respeito pelos direitos dos demais”, afirmou a porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani.

Numa declaração emitida em Genebra, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos deixou claro que a situação brasileira tem sido considerada como “delicada” por parte do organismo internacional e pede investigações imparciais sobre os crimes registados, segundo o jornal Estadão.

Nos últimos dias, foram registados no Brasil diversos casos de agressão motivados por questões políticas.

Além do ataque à faca perpetrado contra o candidato do Partido Soclial Liberal (PSL) Jair Bolsonaro, num ato de campanha em Juiz de Fora, foi também registado um assassinato no decorrer do processo eleitoral.

Em Salvador da Bahia, o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa foi assassinado à facada dentro de um bar, na passada segunda-feira, depois de se envolver numa discussão na qual defendia o candidato do Partido dos Trabalhadores (pt), Fernando Haddad.

O suspeito de ter cometido o crime foi identificado como sendo um apoiante de Jair Bolsonaro.

Quando questionado acerca do assassinato, o candidato do PSL respondeu: “A pergunta deveria ser invertida. Quem levou a facada fui eu. Se um homem que tem uma camisa minha comete um excesso, o que tem isso a ver comigo? Eu lamento, e peço às pessoas que não pratiquem isso, mas eu não tenho controlo”, afirmou.

Na ONU, o apelo é ao respeito. “Condenamos qualquer ato de violência e pedimos investigações imparciais, efetivas e imediatas sobre tais atos”, declarou a porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani.

A declaração emitida pela Organização das Nações Unidas não cita nem o nome do candidato Jair Bolsonaro, nem o de Fernando Haddad.

O discurso violento e inflamatório destas eleições, especialmente contra LGBTs (Silgla para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros), mulheres, afro-descendentes e aqueles com visões políticas diferentes, é profundamente preocupante, especialmente tendo em conta os relatos de violência contra tais pessoas”, disse Ravina.

Jair Bolsonaro venceu as eleições presidenciais brasileiras do passado domingo, com 46,7% dos votos, seguido de Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores), com 28,37%, resultado que ditou a necessidade de uma segunda volta entre os dois candidatos, já que nenhum obteve mais de 50%.

A decisão sobre o sucessor de Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil ficou adiada para 28 de outubro.

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