Indonésia

Presidente da Indonésia diz que guerras comerciais são “destrutivas”

O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, alertou para as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, classificando as guerras comerciais como "convites para a destruição".

MADE NAGI/EPA

Autor
  • Agência Lusa
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O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, alertou esta sexta-feira, durante os Encontros Anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Bali, para as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, classificando as guerras comerciais como “convites para a destruição”.

Para Joko Widodo Widodo, as disputas entre as duas grandes potências estão a causar enormes turbulências nos mercados financeiros, numa altura em que atenção mundial devia estar voltada para a desaceleração do crescimento económico.

As políticas fiscais e monetárias, o clima de incerteza económico e político, bem como as guerras comerciais, segundo Widodo, servem de cenário para as batalhas das maiores economias mundiais que devem aprender uma simples lição: “Não faz sentido celebrarmos a vitória no meio da destruição”.

Numa alusão à popular série de televisão “Guerra dos Tronos” , Widodo afirmou ainda que uma vitória será inútil num “mundo que se está a afundar”, reforçando que “em 2019, no ano que vem, vamos assistir ao final da temporada de “A Guerra dos Tronos” e tenho a certeza de que vai terminar com a seguinte lição moral: (…) a competição e a disputa vão ter um resultado trágico, não apenas para os perdedores, mas também para os vencedores”.

Em sintonia, a diretora-geral do FMI, na mesma sessão, defendeu a adoção de uma “abordagem cooperativa” seguida pela Associação de Nações do Sudeste Asiático que, sublinhou Christine Lagarde, “oferece lições importantes”.

Quando olhamos para o mundo de hoje, enfrentamos o desafio de uma nova paisagem económica, a duas dimensões: A primeira dimensão, mais familiar, inclui as camadas monetária, fiscal e financeira, as nossas interações económicas; a segunda dimensão, mais desafiadora, compreende desigualdade, tecnologia e sustentabilidade. Ambas as dimensões são ‘macro-críticas'”, explicou Lagarde.

Para a diretora-geral do FMI, “as políticas nacionais sólidas são, é claro, essenciais” para “lidar com esses problemas”, mas “navegar por esse novo cenário requer cooperação internacional, [uma] cooperação diferente do passado”.

Na terça-feira, o FMI publicou as novas projeções macroeconómicas, que apontam para uma redução na expansão da economia global (3,7% em 2018 e 2019), como consequência das dúvidas provocadas pelas tensões económicas entre Washington e Pequim.

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