O pintor espanhol Eduardo Arroyo morreu este sábado na sua casa em Madrid, rodeado pela família. Tinha 81 anos e foi um dos pintores mais importante e radicais da arte espanhola do século XX.

Natural de Madrid, Eduardo Arroyo mudou-se para Paris em 1958, depois de ter sido obrigado a deixar o país por ser contra o regime de Franco. O plano era tornar-se escritor mas o seu contacto com pintores espanhóis exilados em França fizeram com que se interessasse pela pintura e, paralelamente, pela crítica à ditadura de Franco. Arroyo permaneceu na capital francesa até à morte do ditador. Só nos anos 80 ganhou notoriedade em Espanha.

O artista espanhol acabaria por ganhar o Prémio Nacional de Artes Plásticas, em 1982, e ser-lhe atribuída pelo Ministério da Educação, Cultura e Desporto, a Medalha de Ouro por Mérito de Belas Artes, em 2000. As obras de arte de Arroyo estão expostas em alguns dos museus nacionais mais importantes do mundo. Paris, Lisboa e Berlim são alguns deles.