Imigrantes

Luso-venezuelanos com perceção de mudança na política portuguesa para as comunidades

A comunidade portuguesa radicada na Venezuela tem a perceção de que nos últimos tempos tem havido uma mudança e uma aproximação nas políticas do Governo português para com os imigrantes.

Miguel Gutiérrez/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A comunidade portuguesa radicada na Venezuela tem a perceção de que nos últimos tempos tem havido uma mudança e uma aproximação nas políticas do Governo português para com os imigrantes radicados no país.

“A política [portuguesa] que eu tanto critiquei está a mudar. Há acordos que estão a fazer-se em matéria de saúde e de emprego, o envio de medicamentos, que beneficiam a comunidade”, disse à agência Lusa o presidente do Centro Português de Caracas (CPC).

Rafael Gomes explicou que uma das coisas que muito criticou no passado foi que “havia problemas com a comunidade e que o Governo português não se pronunciava, enquanto que outros governos o faziam”.

“Tive [inclusive] de mudar o meu discurso, porque se naquele momento fomos frontais, dissemos as coisas como eram, também agora tenho de o ser, de admitir que a política que tanto critiquei está a mudar”, declarou, nula alusão a uma intervenção no CPC por ocasião da visita do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, a Caracas, em janeiro de 2018.

Rafael Gomes exemplificou que, recentemente, no caso das detenções dos gerentes de supermercados, o “Governo português reagiu”.

“Há mudanças e a comunidade espera muito mais, mas entendemos que não pode vir tudo de uma só vez, que há protocolos e acordos”, frisou o responsável do CPC.

À Lusa, um empresário português salientou estar “a ver mudanças” e que o setor empresarial percebe que o executivo de Lisboa “tem uma linha firme, definida, que o aproxima da comunidade lusa da Venezuela, de defesa dos interesses” desta e com “uma disposição a dar assistência nestes momentos de grandes dificuldades”.

A mudança na política portuguesa levou o advogado luso-venezuelano Felipe Pereira a propor que em 10 de junho de 2019, Dia de Portugal, o chefe da diplomacia portuguesa seja condecorado com o Grande Cordão João Fernandes de Leão Pacheco, uma distinção anual destinada a quem se destaque na ajuda “altruísta” à comunidade lusa local.

O próprio presidente do CPC anunciou que vai propor, na junta de direção prevista para terça-feira, que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, seja declarado “sócio honorário” da instituição.

Segundo Rafael Gomes, esta distinção deve materializar-se ainda este ano e sob a sua direção.

Já a proposta de condecoração ao ministro dos Negócios Estrangeiros português deverá ser analisada pela próxima junta de direção, depois das eleições para este órgão e a submissão ao conselho consultivo do Centro Português de Caracas.

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