Ébola

Número de mortes prováveis por ébola no República Democrática do Congo sobe para 135

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde da Republica Democrática do Congo, o número de mortes no país subiu para 135, sendo que, do número total, 100 casos ocorreram devido ao vírus ébola.

EUGENE KABAMBI / WORLD HEALTH ORGANIZATION HANDOUT/EPA

O número de mortes prováveis devido ao vírus do ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) subiu para 135, depois da morte de cinco pessoas no sábado, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde do país. De acordo com os números divulgados na noite de domingo, do número total de mortes, em 100 foi confirmado, em laboratório, que ocorreram devido ao vírus da febre hemorrágica do ébola.

O último balanço aponta para 211 casos de contágio: 176 confirmados e os restantes 35 prováveis.

Dois meses e meio depois de ter sido declarada esta nova epidemia nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, o surto começou uma nova onda “de alto risco” na cidade de Beni. “A epidemia em Beni é de alto risco e a situação é preocupante”, informou então o ministro da Saúde, Oly Ilunga, que assegurou: “ainda assim, não sabemos a escala da mesma, (mas) o epicentro que estava em Mangina, está agora em Beni”.

Embora as duas cidades estejam a 20 quilómetros, a proximidade de Beni com o Uganda aumenta o risco de propagação com países vizinhos, tal como a presença de grupos armados e a violência em Kivu do Norte.

O ministro assinalou que entre os fatores responsáveis desta segunda onda do ébola estão a rejeição social face ao vírus, a insegurança que se verifica na zona – o que leva a fluxos migratórios de deslocados – e a maior confiança em curandeiros do que em trabalhadores humanitários. “Continuamos a ver casos de pessoas que primeiro visitam curandeiros, que combinam as medicinas modernas e tradicionais, e tardam em ir a centros de tratamento, o que torna mais difícil salvá-los”, afirmou, na sexta-feira, o porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tarik Jasarevic.

Outras entidades, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), têm concentrado os seus esforços em locais como escolas, onde tanto professores como alunos aprendem a identificar os sintomas do ébola e comportamentos como a lavagem de mãos, que depois transmitem em suas casas. Várias equipas de sensibilização têm tentado reduzir a rejeição junto de líderes tradicionais locais, incluindo nas suas missões sobreviventes do vírus, de modo a demonstrar que a doença pode ser curada caso seja tratada a tempo.

O vírus do ébola é transmitido por contacto direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, causando hemorragia grave e tem uma taxa de mortalidade de 90%. O surto de ébola foi declarado no dia 1 de agosto nas províncias de Kivu do Norte e de Ituri, no norte da República Democrática do Congo.

Trata-se do segundo surto declarado em 2018, oito dias depois de Oly Ilunga ter declarado o fim da epidemia que se registou anteriormente, no oeste da República Democrática do Congo. A pior epidemia desta doença conhecida no mundo foi declarada em março de 2014, com os primeiros casos que remontam a dezembro de 2013 na Guiné Conacri e que, posteriormente, se expandiu para Serra Leoa e Libéria.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) sinalizou o fim da epidemia em janeiro de 2016, depois de registar 11.300 mortes e mais de 28.500 casos, embora a agência da ONU tenha admitido que estes números podem ser conservadores diante da situação encontrada naqueles países africanos.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)