O antigo líder do grupo supremacista Ku Klux Klan, David Duke, elogiou o candidato à presidência do Brasil Jair Bolsonaro, num programada de rádio emitido a 9 de outubro no site do político americano: “Ele é um descendente europeu. Parece-se com qualquer homem branco na América, em Portugal, Espanha ou Alemanha e França ou Reino Unido. Tem falado sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe lá, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro. Ele soa como nós. Ele também é um candidato muito forte. É um nacionalista”.

Em resposta às declarações de David Duke, Jair Bolsonaro publicou uma mensagem no Twitter: “Recuso qualquer tipo de apoio vindo de grupos supremacistas. Sugiro que, por coerência, apoiem o candidato da esquerda, que adora segregar a sociedade. Explorar isso para influenciar uma eleição no Brasil é uma grande burrice! É desconhecer o povo brasileiro, que é miscigenado”, escreveu ele esta terça-feira quando as declarações de David Duke foram noticiadas pela BBC Brasil.

Na sessão em que David Duke falou sobre Jair Bolsonaro, o ex-líder do KKK anunciou que iria celebrar a saída de Nikki Haley do papel de embaixadora dos Estados Unidos da Organização das Nações Unidas — uma decisão anunciada no dia em que o programa de rádio foi para o ar. Durante o programa, David Duke chamou “prostituta” a Nikki Haley. Depois, afirmou que iria analisar” a preparação de uma revolução pró-brancos” por Bolsonaro no Brasil.

Apesar dos elogios tecidos ao candidato do PSL à presidência do Brasil, o ex-líder do KKK — que foi recentemente retratado pelo ator Topher Grace no filme “Blackkklansman” — disse temer que Bolsonaro tomasse “as mesmas estratégias de Donald Trump”, criticando a aproximação diplomática entre os Estados Unidos da América e Israel. David Duke aconselhou Bolsonaro a adoptar políticas “pró-Europa e pró-América, mas não pró-Israel”.