Política

Quinze nomes, dez novidades e um momento caricato na tomada de posse dos secretários de Estado

Francisco Ramos, um dos mais experientes secretários de Estado que agora voltam ao Governo, marcou a cerimónia com um momento caricato durante o juramento.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Uma cerimónia rápida, marcada por um momento caricato de Francisco Ramos, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, que até é um dos mais experientes governantes, entre a equipa que tomou posse esta manhã no Palácio de Belém. A um ano das eleições, entram em funções os novos membros do Governo liderado por António Costa.

Já tinham jurado “lealdade” e assinado o auto de tomada de posse oito novos secretários de Estado — da Modernização Administrativa, Defesa, Economia, Turismo, Defesa do Consumidor, Valorização do Interior, Cultura, e o da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O secretário-geral da Presidência da República chamou, então, o nome de Francisco Ramos. Ele que foi secretário de Estado em quatro executivos diferentes: dois de António Guterres e outros dois de José Sócrates.

O agora ex-presidente do conselho de administração do IPO aproximou-se da mesa, olhou Marcelo e foi diretamente à página onde deveria assinar o auto de posse, mas sem fazer o juramento antes.

Todos notaram o salto, mas foi o secretário-geral da Presidência a fazer sinal ao secretário de Estado. “Peço desculpa, peço desculpa”, disse Francisco Ramos. Entre a assinatura dos dois autos, lá acabou por fazer o juramento.

A cerimónia de tomada de posse dos “novos” 15 secretários de Estado não durou mais de um quarto de hora — bem mais longa foi a sessão de cumprimentos que se seguiu, com vários membros do Governo a fazer questão de cumprimentar os novos elementos da equipa.

Entre eles, João Galamba, um dos nomes mais falados dos últimos dias pela surpresa com que foram anunciadas as suas novas funções na secretaria de Estado da Energia e que terá de resolver o braço de ferro entre o executivo e a EDP, sobretudo para desbloquear a resistência da empresa para pagar a contribuição extraordinária energética.

Esta quarta-feira, na Sala dos Embaixadores, o Presidente da República deu posse a dez (efetivamente) novos secretários de Estado. Os outros cinco elementos que participaram na cerimónia são reconduzidos nas mesmas funções, mas tem forçosamente que repetir os passos já cumpridos pela mudança que Costa pôs em marcha ao nível superior, dos ministros.

Tomaram posse Luís Goes Pinheiro (Adjunto e da Modernização Administrativa), Ana Pinto (Defesa Nacional), João Correia Neves (Economia), João Torres (Defesa do Consumidor), João Catarino (Valorização do Interior), Ângela Ferreira (Cultura), João Sobrinho Teixeira (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Francisco Ventura Ramos (Adjunto e da Saúde), Raquel Bessa de Melo (Saúde) e João Galamba (Energia).

Além dos novos elementos, foram reconduzidos como secretários de Estado Ana Mendes Godinho (Turismo), José Mendes (Adjunto e da Mobilidade), Carlos Manuel Martins (Ambiente), Célia Ramos (Ordenamento do Território e Conservação da Natureza) e Ana Pinho (Habitação).

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: prainho@observador.pt
Democracia

O custo da não-participação

Vicente Ferreira da Silva

Manter a liberdade e/ou a democracia é mais difícil do que a conquistar. Fará diferença, para quem não participa, viver em democracia ou em ditadura?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)