O município de Soure, no distrito de Coimbra, prevê um prejuízo superior a sete milhões de euros com o furacão Leslie, disse esta quarta-feira o seu presidente.

Os prejuízos no concelho chegavam a 6,8 milhões de euros esta quarta-feira de manhã, mas os valores “continuam em permanente atualização pelos diversos setores”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Soure, Mário Jorge Nunes. Esta contabilização dos gastos ainda não inclui o setor agrícola, cujo levantamento dos prejuízos está a ser feito em paralelo, acrescentou.

Segundo o autarca, nas habitações haverá prejuízos na ordem dos dois milhões de euros, contabilizando-se cerca de cinco mil casas afetadas.

“Algumas apenas necessitam de apoios simples, entre os 300 e os 500 euros, e outras com danos mais complexos na ordem das várias dezenas de milhares de euros, com prejuízos grandes nas coberturas e em painéis solares”, explicou Mário Jorge Nunes.

Na área empresarial, a autarquia já identificou cerca de 2,5 milhões de euros de danos, nomeadamente relacionados com prejuízos em coberturas em instalações industriais, e, no setor social, haverá um prejuízo de quase de dois milhões de euros em instituições de solidariedade social e em associações recreativas e culturais.

De acordo com o autarca, há também vários equipamentos municipais danificados, bem como estragos em igrejas e capelas do concelho de Soure.

Na área agrícola, registam-se danos em instalações, bem como nas culturas, onde os agricultores não terão apoios diretos, tendo que “recorrer aos seguros de colheita”, aclarou Mário Jorge Nunes.

A maioria das escolas do município já reabriu esta quarta-feira, continuando de portas fechadas uma escola de primeiro ciclo e um jardim-de-infância na localidade de Sobral e ainda o Instituto Pedro Hispano, escola privada com contrato de associação. Mário Jorge Nunes acredita que todas as escolas estarão a funcionar na quinta-feira.

A tempestade Leslie provocou 28 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Proteção Civil, de acordo com o balanço desta autoridade. Dos 61 desalojados, 57 são do distrito de Coimbra.