O presidente do PSD acusou esta quinta-feira o Governo de apresentar “medidas popularuchas” e ainda induzir os portugueses em erro na questão das reformas antecipadas aos 60 anos para quem tem 40 anos de serviço. Isto porque, numa fase inicial, o executivo não explicou que a medida só é aplicável a quem começou a trabalhar aos 20 anos ou antes disso. Na análise de Rio, o Governo apresenta a medida “enganando os portugueses, que ficam a pensar que tendo 40 anos de serviço, podem reformar-se aos 60 anos sem penalizações. E não é exatamente assim.”

Por outro lado, quanto às pessoas que podem beneficiar efetivamente da medida, Rio diz que não embarca em “medidas populares, em que as pessoas podem ficar muito contentes com aquilo que se decide hoje e vir a ser penalizados no futuro”. O líder da oposição acrescenta ainda: “Podemos estar a dar aquilo que não podemos dar. Daqui a uns anos, podemos assistir alguém que se reformou agora com 60 e poucos anos, que terá 70 e muitos anos e não teve nenhuma atualização porque não há condições para isso. A pessoa foi enganada. Podia ter trabalhado mais uns anos e ter uma vida melhor depois“.

Apesar desta apreciação, Rui Rio começou por dizer que não pode dizer se concorda ou discorda [da medida] porque ainda não percebeu “qual é a medida que o Governo quer”. E acrescentou: “É uma confusão”.