Pelo menos 32 civis morreram nas últimas 24 horas em dois bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos à localidade de Al-Susa, no leste da Síria, informou esta sexta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Catorze civis morreram sexta-feira num dos ataques e outros 18 perderam a vida na quinta-feira noutro bombardeamento, ambos atribuídos pela organização não-governamental à aviação da aliança anti-‘jihadista’ comandada por Washington.

O OSDH precisou que no ataque aéreo desta seta-feira morreram três combatentes do grupo extremista Estado Islâmico (EI), que ainda controla algumas áreas na margem oriental do rio Eufrates que passa pela província de Deir al-Zur, um dos últimos bastiões dos ‘jihadistas’ na Síria.

Os aviões da coligação também tiveram na quinta-feira como alvo Al-Susa, onde causaram a morte de 18 civis, entre os quais sete menores e quatro mulheres, indicou o OSDH, acrescentando que a maioria dos mortos era de nacionalidade iraquiana.

A fonte não especificou se os iraquianos são refugiados procedentes do país vizinho, já que Al-Susa se situa perto da fronteira com o Iraque. Os dois bombardeamentos também fizeram feridos, alguns dos quais em estado grave, pelo que o número de vítimas mortais poderá aumentar, havendo igualmente desaparecidos, segundo aquela organização não-governamental.

Deir al-Zur é uma das últimas áreas onde o EI tem presença e costuma ser alvo de ‘raids’ da aviação russa e da coligação, ambas acusadas de causar vítimas civis com os seus ataques. As Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança de milícias maioritariamente curdas, também estão a levar a cabo uma ofensiva contra os ‘jihadistas’ em Deir al-Zur, depois de terem expulsado o EI da vizinha província de Al-Raqa.