Na manhã desta sexta-feira a Ryanair avançou que havia chegado a acordo com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) quanto a reconhecer a antiguidade dos pilotos portugueses integrados nos quadros da companhia aérea. Agora, em comunicado, o Sindicato afirma que “o acordado com a Ryanair reporta-se a um aspecto particular de uma negociação mais vasta e que está em curso”.

O Observador perguntou ao SPAC qual o ponto, e concreto, sobre o qual tinha chegado a acordo com a Ryanair, bem como quais as matérias ainda em cima da mesa de negociações, mas o sindicato dos pilotos escusou-se a responder às questões, remetendo para o comunicado enviado.

Segundo a SPAC, as “negociações com a Ryanair vão prosseguir com vista à obtenção de um acordo de empresa que contemple melhores condições de trabalho para os Pilotos”. Os representantes do pilotos da aviação civil dizem que há “ainda muito trabalho a realizar”. Para a SPAC, a defesa dos interesses do pilotos desta companhia aérea é intransigente, e, por isso, é ainda “insuficiente (…) considerar que existe um acordo sobre todas as matérias.”

O acordo quanto à antiguidade anunciado esta sexta-feira ainda vai a aprovação pela Assembleia de Empresa da Ryanair, avança ainda o SPAC. A companhia aérea tinha avançado que “estes acordos com os sindicatos dos nossos pilotos em Portugal, Reino Unido, Itália e, brevemente, Espanha, demonstram o significativo progresso que estamos a fazer na celebração de acordos sindicais com os nossos funcionários nos principais mercados da União Europeia (UE)”.

O sindicato português e outros representantes de trabalhadores da Ryanair tem estado em clima de tensão com a empresa. Há, por dia, dezenas de voos cancelados devido às condições de trabalho que a Ryanair disponibiliza aos trabalhadores. Estes acordos surgem por reeinvidicações de melhores condições de trabalho. Eddie Wilson, diretor de Recursos Humanos da companhia, garantiu esta sexta-feira que há abertura da empresa para responder às exigências dos trabalhadores.

* Atualizado às 18h00 na sequência da falta de resposta do SPAC às questões colocadas pelo Observador.