O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou esta sexta-feira estar “profundamente preocupado com a confirmação da morte de Jamal Khashoggi”, na sequência da Arábia Saudita ter reconhecido a morte jornalista no seu consulado em Istambul.

De a acordo com um comunicado divulgado pela ONU, António Guterres aponta para a “necessidade de uma investigação rápida, completa e transparente sobre as circunstâncias da morte” de Jamal Khashoggi.

“Os responsáveis são totalmente responsáveis” pelas suas ações, acrescentou o secretário-geral das Nações Unidas.

Estas declarações vêm após a Arábia Saudita ter reconhecido esta sexta-feira que o jornalista saudita foi morto no seu consulado em Istambul, na Turquia, durante uma luta, referindo que 18 sauditas estão detidos como suspeitos, anunciou a agência oficial de notícias SPA.

Jamal Khashoggi morreu durante troca de murros, diz Arábia Saudita

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“Investigações preliminares realizadas pelo Ministério Público sobre o desaparecimento do cidadão saudita Jamal bin Ahmad Khashoggi revelaram que discussões, que ocorreram entre ele e as pessoas que se encontraram com ele durante a sua presença no consulado saudita em Istambul, levaram a uma luta com o cidadão, Jamal Khashoggi, que causou a sua morte. Que a sua alma descanse em paz”, refere a agência, citando os procuradores sauditas.

Khashoggi, jornalista saudita residente nos Estados Unidos desde 2017, era apontado como uma das vozes mais críticas da monarquia saudita.

Jamal Khashoggi, 60 anos, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul no dia 2 de outubro para obter um documento para casar com uma cidadã turca e nunca mais foi visto.