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No final da corrida, enquanto as câmaras iam acompanhando as manifestações de completo êxtase de Fabio Quartararo pela vitória no Grande Prémio do Japão em Moto 2 (segunda no Mundial, depois da Catalunha), Miguel Oliveira ia trocando palavras com alguns elementos da KTM nas boxes. E no preciso momento em que as imagens passaram por si, o português parecia estar a explicar com gestos aquilo que estaria menos bem na mota, como que a abordar a questão das travagens. Esse acabou por ser o grande problema do piloto este fim de semana, como o próprio admitiu depois da qualificação.

“Conseguimos melhorar o tempo feito nos treinos livres. Trabalhámos muito com o depósito cheio mas, na qualificação, ainda sentimos dificuldades em parar a mota nas travagens. Tem sido um problema constante, a equipa está a trabalhar para resolver esse problema. A pista de Motegi tem muitas travagens fortes e pontos de ultrapassagens. Vai ser uma corrida em recuperação. Aposto em fazer um bom arranque, recuperar posições e depois conseguir o melhor resultado possível”, destacava Miguel Oliveira após o nono lugar na grelha, ainda com esperança de ter soluções novas no warm up.

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Se houve melhorias, não foram sintomáticas ao ponto de colocar o português na luta pelo pódio, acabando a prova em quarto lugar. No entanto, a desqualificação de Quartararo devido à pressão dos pneus acabou por provocar uma subida ao terceiro posto. O que, contas feitas, acabou por ser mau para o português: Francesco Bagnaia, o grande (ou único) adversário na luta pelo Mundial de Moto 2, somou os 25 pontos do triunfo, aumentando assim a diferença na liderança. Lorenzo Baldassarri, companheiro de equipa de Pecco na Kalex, tinha fechado o pódio na corrida mas também subiu à segunda posição.

Contas feitas, Miguel Oliveira passou a somar 247 pontos no Mundial de Moto 2, menos 37 do que o líder Francesco Bagnaia que, desde o triunfo do português na Rep. Checa que lhe valeu então a primeira liderança de sempre do Campeonato, tem vindo a ganhar avanço em relação ao piloto da KTM (cinco corridas: Áustria, São Marino, Aragão, Tailândia e Japão). Já no próximo fim de semana, também no domingo, haverá a antepenúltima prova de 2018, na Austrália, seguindo-se Malásia (4 de novembro) e Valência (18 de novembro). E até pode haver já campeão como aconteceu no principal escalão em solo nipónico, com Marc Márquez a garantir o pentacampeonato de Moto GP.

Notícia atualizada depois da decisão por parte dos comissários em desqualificar Quartararo