Volkswagen

VW lança fábrica na China para 300.000 eléctricos

A Volkswagen anunciou o início da construção de uma nova fábrica na China, exclusivamente para veículos eléctricos, de onde vão sair 300.000 unidades por ano. Será inaugurada dentro de dois anos.

Arrancou já a construção da nova fábrica da VW na China, que vai ocupar uma área de 610.000 metros quadrados e incluir 1.400 robots da versão Indústria 4.0, além de sistemas de inteligência artificial e realidade virtual, para optimizar a produção e a respectiva qualidade. A nova instalação fabril deverá estar a funcionar em 2020, com uma produção máxima de 300.000 veículos por ano.

A nova fábrica, pensada especificamente para produzir veículos que recorrem à plataforma MEB, vai estar localizada nos arredores de Xangai e é pertença da SAIG Volkswagen. Esta empresa criada em 1984, quando ainda não era permitido aos construtores estrangeiros possuir o que quer que seja em território chinês, onde a VW detém 50%, não é a única do construtor alemão, que em Junho inaugurou outra instalação fabril, desta vez em Foshan e em parceria com os chineses da FAW (onde a VW possui apenas 30%), sendo aí produzidos modelos da Audi e VW com base na plataforma MQB, para motores a gasolina e diesel. Contudo, a partir de 2020, também esta fábrica será transformada para receber a base MEB.

É certo que recentemente se tornou possível aos fabricantes estrangeiros serem donos das suas próprias fábricas e redes de distribuição na China – como acontece com a presença da Tesla no país –, mas a ligação da VW à SAIG foi assinada em 1984 e por um período de 45 anos, o que significa que só em 2030 os alemães se podem “livrar” do seu parceiro forçado.

De acordo com Herbert Diess, “a plataforma MEB vai permitir oferecer os veículos eléctricos mais avançados aos nossos clientes chineses”. Curiosamente, a VW revela uma maior abertura para uma aposta percentualmente mais importante nos veículos eléctricos na China do que faz na Europa, onde Diess figura entre os CEO mais contestatários da vontade anunciada pela União Europeia em reduzir, em 2030, 35% do valor das emissões médias de CO2 verificadas em 2021. Tudo porque os chineses impuseram as suas regras na protecção do ambiente, deixando aos fabricantes apenas duas opções: ficar e adaptar-se, ou sair do mercado. E não é fácil sair do maior mercado do mundo, de veículos a combustíveis fósseis e eléctricos.

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