Saúde

Falhas nas farmácias deixam 45 milhões de medicamentos em falta

183

Nos primeiros nove meses do ano, faltaram 45 milhões de medicamentos nas farmácias portuguesas, o que corresponde a um aumento de 28% face ao período homólogo no ano passado.

MARIO CRUZ/LUSA

Ao todo, foram 45,1 milhões de medicamentos que faltaram nas farmácias do país — muitos dos quais receitados pelos médicos e alguns considerados essenciais pela Organização Mundial de Saúde. As falhas correspondem a um aumento de 28% face ao mesmo período de 2017, nos primeiros nove meses deste ano, como avança o Jornal de Notícias, na edição desta terça-feira.

Por falta de liquidez e porque o abastecimento do mercado é irregular, as ruturas de stock nas prateleiras são cada vez mais frequentes, sendo que as farmácias têm dificuldades crescentes em responder às necessidades dos doentes no momento, que acabam por ter de fazer várias deslocações para comprar os medicamentos que o médico receitou.

Este é um problema que afeta todo o tipo de medicamentos, sejam de marca ou genéricos. Só em setembro, foram reportadas cerca de 6,3 milhões de embalagens em falta (mais 42% do que em setembro de 2017) por 1.949 farmácias, segundo o último relatório do Observatório dos Medicamentos em Falta do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar) da Associação Nacional das Farmárcias (ANF).

Mas, para compensar as ruturas de stock, a substituição de embalagens tem de ser feita; essa alternativa traz consigo alguns inconvenientes, como o transtorno das viagens à farmácia e o risco de confusão na toma do medicamento. Segundo Luís Martins, diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, são situações que poderiam ser evitadas, caso o sistema de prescrição eletrónica de medicamentos alertasse os médicos para as faltas no momento em que estão a passar a receita.

Além disso, registaram-se 277 mil faltas em setembro do Sinemet, medicamento para tratamento da doença de Parkinson, o que provocou bastante angústia nos doentes. Neste sentido, o Infarmed dedicou prioridade máxima ao caso e garantiu que o mercado está a ser abastecido com alternativas.

Por sua vez, a presidente do Infarmed, Maria do Céu Machado, afirmou numa conferência de imprensa realizada em setembro que “a interrupção do tratamento pode ser ainda mais grave do que a própria doença”, garantindo assim que não haveria falhas de tratamento em Portugal.

Recorde-se que o Infarmed recebe, em média, por semana a notificação de 30 ruturas de curta duração, seis de impacto médio e outras seis de impacto elevado.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Sindicatos

Vivam as greves livres

Nuno Cerejeira Namora

Estes movimentos têm de ser encarados como o sintoma de um mal maior: a falência do sindicalismo tradicional e a sua incapacidade de dar resposta às legítimas aspirações dos seus filiados.

Sri Lanka

Ataque terrorista à geografia humana de Portugal

Vitório Rosário Cardoso

É quase indissociável desde o século XVI na Ásia marítima a questão de se ser católico e de se ser Português porque afirmando-se católico no Oriente era o mesmo que dizer ser-se Português. 

Museus

Preservação do Património Cultural

Bernardo Cabral Meneses

As catástrofes ocorridas no Rio de Janeiro e em Paris deverão servir de exemplo para ser reforçada a segurança contra incêndios nos edifícios e em particular nos museus portugueses.

Liberdades

Graus de liberdade /premium

Teresa Espassandim

Ninguém poderá afirmar que é inteiramente livre, que pouco ou nada o condiciona, como se a liberdade significasse tão só e apenas a ausência de submissão e de servidão.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)