O candidato à segunda volta das eleições presidenciais no Brasil Jair Bolsonaro (PSL) afirmou esta quinta-feira que uma eventual vitória do seu adversário, Fernando Haddad (PT), só poderia ser o resultado de uma “fraude” eleitoral. “Isso só pode acontecer por fraude, não por voto, estou convencido”, disse Bolsonaro num vídeo publicado na sua página no Facebook.

O Partido dos Trabalhadores (PT), de Fernando Haddad, procura “manipular os números do Ibope, em preparação para o próximo domingo? Devemos ser cautelosos ou não?”, questionou Bolsonaro. Uma sondagem do Ibope (instituto de estatística brasileiro) mostrou na última terça-feira que Fernando Haddad havia reduzido a diferença de voto face ao seu concorrente, para 14 pontos percentuais contra 18 apontados na pesquisa anterior.

Neste levantamento, Jair Bolsonaro aparece com 57% das intenções de voto enquanto Haddad tem 43%.

O candidato de extrema-direita expressou ainda a sua desconfiança quanto aos números anunciados para a metrópole de São Paulo. Nesta cidade, Jair Bolsonaro obteve 44% dos votos, na primeira volta, contra 19% do candidato à esquerda.

Segundo o Ibope, nesta cidade, na segunda volta dos presidenciais, o candidato do PT ficaria em primeiro com 51% dos votos contra 49% para Bolsonaro.  Bolsonaro já tinha declarado, dez dias antes da primeira volta das presidenciais, que decorreram a 7 de outubro, que somente uma fraude poderia impedi-lo de ser eleito Presidente.

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Uma nova sondagem do Instituto Datafolha será divulgada na quinta-feira à noite. Uma pesquisa final será divulgada no sábado, véspera da segunda volta. Na primeira volta das presidenciais brasileiras, Jair Bolsonaro conquistou 46% dos votos válidos, enquanto Haddad teve 29%. Assim que os resultados foram anunciados, o candidato do Partido Social Liberal disse que supostos “problemas” com as urnas eletrónicas teriam impedido a sua vitória.

Os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad irão defrontar-se na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras no próximo domingo, onde 147 milhões de brasileiros decidirão quem será o sucessor de Michel Temer na Presidência do país.