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Megyn Kelly, apresentadora da NBC, deixa de apresentar o Today depois de comentário considerado racista

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Megyn Kelly, uma das apresentadoras do programa matinal da NBC, defendeu que no Halloween não era errado mascarar-se de negro pintando a cara. Agora, está de saída do programa.

Megyn Kelly é uma conhecida apresentadora norte-americana

MANDEL NGAN/AFP/Getty Images

A apresentadora norte-americana Megyn Kelly, do programa matinal Today (que, em Portugal, é equivalente ao Queridas Manhãs ou ao Você na TV!) vai deixar de trabalhar para a NBC. A saída da personalidade do canal ainda está a ser negociada, avança o The New York Times. Em causa está a polémica que surgiu depois de, na terça-feira, Kelly ter afirmado que não havia problema em as crianças pintarem a cara de negro nas máscaras para o Halloween.

[Os vídeos com os comentário de Megyn Kelly que geraram polémica, em que discute máscaras de Halloween que não são consensuais] 

A apresentadora defendeu ainda outra personalidade americana, Luann de Lesseps, por ter pintado a cara quando se mascarou de Diana Ross, uma cantora negra. “Porque é que é racista? Se és uma pessoa branca e queres pintar a cara de preto ou se és uma pessoa negra e queres pintar de branco… Quando era uma criança não havia mal, desde que fosse claro que era uma máscara”, disse Kelly. Na mesa de discussão, os outros convidados discordaram. Num programa seguinte, Megyn Kelly apresentou um pedido de desculpas pela opinião que expressou.

[O vídeo em que Megyn Kelly pede desculpas por ter defendido que não é ofensivo pintar a cara para se mascarar de uma pessoa negra]

Kelly foi para a NBC depois de ter saído da Fox News onde, como jornalista, confrontou o então candidato republicano, Donald Trump, atual presidente norte-americano, durante um debate. A passagem para a NBC incluiu um contrato de 69 milhões de dólares.

No Today, esta não foi a primeira polémica. Kelly ofendeu também personalidades como Jane Fonda e Debra Messing e manifestou dúvidas quanto a algumas acusações de assédio sexual do movimento #MeToo, tendo defendido o juiz do supremo tribunal norte-americano, Brett Kavanaugh, depois de este ter sido acusado de violação.

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