Os números falam por si: 0 a 300 km/h em apenas 12,8 segundos, 1.050 cv e 402 km/h de velocidade máxima. São valores impressionantes, que caracterizam superdesportivos com potências de 1.300 a 1.500 cv, mas que a McLaren consegue bater graças a uma anormalmente sofisticada componente aerodinâmica.

O Speedtail, pelo qual o fabricante exige 1.970.000€ a unidade, é o mais potente modelo de sempre da marca britânica. A sua estranha denominação tem tudo a ver com a forma da sua carroçaria, esguia mas sobretudo fluída, sem nada que prejudique a aerodinâmica, com os retrovisores exteriores a serem representados por pequenas câmaras, que só saem em andamento e voltam a recolher próximo da velocidade máxima, pois a 402 km/h não haverá muitos carros que se aproximem. Oferece ainda a capacidade de reduzir a já de si pequena altura ao solo (em 35 mm) para diminuir ainda mais a resistência ao ar, sendo que até as jantes da frente são carenadas, para diminuir a turbulência que perturba a aerodinâmica.

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Mas a McLaren não quer que o Speedtail seja apenas uma máquina de fazer velocidade a andar a direito. Para lhe permitir ser igualmente surpreendente a curvar, concebeu um chassi eficaz, como um grande extractor, retirando o ar sob a carroçaria e colando-a ao solo sem necessidade de asas que assegurem o desejado downforce, mas sem ser à custa de prejuízos na aerodinâmica que limitem a velocidade máxima.

O construtor não revela muito sobre a mecânica, além de divulgar a potência máxima, 1.050 cv conseguidos por via de uma solução híbrida. Não é de esperar que o motor a gasolina não seja outro que não a mais recente versão do 4.0 V8 biturbo, que no McLaren Senna desenvolve 800 cv, complementado por um motor eléctrico de 250 cv alimentado por uma bateria. No fundo, uma versão ligeiramente mais puxada do que a utilizada no McLaren P1 com 915 cv.

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O habitáculo exibe uma interpretação moderna dos três lugares do F1 de 630 cv, produzido entre 1992 e 1998, do qual foram fabricadas 106 unidades e que, na época, era dos superdesportivos mais conceituados do mercado. Com o condutor sentado ao centro, na posição do piloto, os passageiros ocupam os dois lugares laterais, em posição ligeiramente recuada.

À frente existe um compartimento para bagagens, não muito grande, destinado a receber, tal como no F1 dos anos 90, um conjunto de sacos de viagem específicos para o veículo. E, como digno sucessor do antigo F1 que é, o Speedtail verá apenas serem produzidas as mesmas 106 unidades, a serem entregues logo no início de 2020.