Ricardo é hoje comentador, Miguel Garcia acabou a carreira na Índia, Beto foi promovido a team manager da equipa principal, João Moutinho está agora na Premier League depois de passagens por FC Porto e Mónaco, Sá Pinto comanda o Legia Varsóvia. Todos eles foram titulares pelo Sporting a 30 de outubro de 2005, no segundo jogo (e segundo empate) de Paulo Bento como treinador dos leões depois da saída de José Peseiro após uma derrota com a Académica. Uns saíram, outros chegaram, outros ainda andam por cá. E Nani, que marcou um dos golos desse 2-2, ainda tem na memória esse jogo com o Boavista.

Por uma noite, o tempo voltou para trás e trouxe o que se perdeu (a crónica do Sporting-Boavista)

“É sempre bom recordar os melhores momentos da nossa vida. Foi o meu melhor momento em Portugal, foi onde tudo começou como jogador profissional. Recordei um golo que, quando olho para ele, não foi um grande golo, mas para mim foi um golão! Foi o início de uma grande carreira”, comentou o extremo no final da partida desta noite, que os leões venceram por 3-0 frente aos axadrezados – naquela que foi a vitória mais folgada da equipa desde janeiro deste ano.

Autor do segundo bis da temporada, Nani foi eleito o melhor jogador do encontro e manteve o discurso nostálgico em relação à exibição conseguida em Alvalade nesta oitava jornada. “Fizemos o que nos competia. Sabemos que não temos margem de erro, que não podemos facilitar mais se queremos estar a competir pelo topo. Aproveitámos a derrota do Benfica e o empate do Sp. Braga. Queríamos fazer um jogo positivo e ganhar diante dos nossos adeptos. Fizemos três golos e os adeptos já sentiam falta de muitos golos neste estádio. Nem sempre é possível, mas correu tudo bem. Temos muito para melhorar, mas estamos no bom caminho”, salientou na flash interview, acrescentando: “Foi bom poder marcar dois golos, para ajudar a equipa. Queremos agora tentar manter o nível nos próximos jogos que temos pela frente”.

Também José Peseiro alinhou pelo mesmo diapasão, destacando a justiça da vitória com uma exibição conseguida e, em paralelo, o regresso de dois jogadores que têm sido fundamentais desde que chegaram: Mathieu e Bas Dost.

“Foi uma vitória justa com boa exibição. Dominámos e controlámos o jogo quase todo nos 90 minutos, depois de uma partida exigente na quinta-feira. Mostrámos o valor que temos. Um resultado de 3-0, um jogo sem sofrer golos é sempre bom e estamos satisfeitos. Foi um passo em frente porque queremos continuar na luta pela Liga. Temos de conseguir jogar com a pressão, com o stress competitivo. Quem não conseguir, não pode jogar no Sporting. Mostrámos de forma cabal, com um grande jogo, a nossa qualidade, mas sabemos que podemos fazer melhor ainda”, frisou após a partida.

“Os regressos do Dost e do Mathieu são bons mas entendo que todos os jogadores são importantes para esta equipa. Temos soluções, assim como outros que não estavam a jogar. Diaby? Há muito tempo que podia jogar, mas por várias situações, ter chegado mais tarde e ter ido à seleção, não aconteceu. Sabemos do valor dele mas o coletivo é mais importante”, concluiu.