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Indonésia

Dezenas de multinacionais assinam acordo na Indonésia para reduzir uso do plástico

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Dezenas de multinacionais, como a Coca-Cola, a Danone e a Inditex, assinaram esta segunda-feira, na Indonésia, um acordo para reduzir o uso do plástico e fomentar a sua reciclagem,

MADE NAGI/EPA

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  • Agência Lusa

Dezenas de multinacionais, como a Coca-Cola, a Danone e a Inditex, assinaram esta segunda-feira, na Indonésia, um acordo para reduzir o uso do plástico e fomentar a sua reciclagem, uma medida que os ecologistas consideram pouco ambiciosa.

O acordo foi assinado na cimeira “Nosso Oceano”, que começou esta segunda-feira em Bali, na presença do Presidente indonésio, Joko Widodo, e do ex-secretário de Estado dos EUA John Kerry.

O convénio “Compromisso global para a nova economia de plásticos” foi subscrito por 250 entidades, incluindo governos, organizações não-governamentais e empresas (nomeadamente as que produzem 20 por cento dos plásticos das embalagens).

Trata-se de uma iniciativa da Fundação MacArthur, nos Estados Unidos, em colaboração com a ONU Meio Ambiente, que visa acabar com os plásticos “problemáticos e desnecessários” e pretende que em 2025 cem por cento das embalagens sejam reutilizáveis, recicladas ou orgânicas.

Apesar de o Fundo Mundial para a Natureza apoiar a iniciativa, o acordo foi considerado pouco ambicioso por outras organizações ambientalistas, como a Oceana, que acusa as empresas de se recusarem a pôr um fim efetivo ao uso do plástico e a encontrar alternativas.

Segundo a Oceana, o mundo deve deixar de utilizar produtos feitos em plástico, como garrafas, sacos, recipientes ou palhinhas.

A cimeira “Nosso Oceano”, que decorre até quarta-feira na ilha indonésia de Bali, pretende, entre outras metas, encontrar medidas contra a contaminação dos oceanos.

O encontro reúne chefes de Estado e ministros de vários países, além de mais de dois mil delegados.

As Nações Unidas estimam que anualmente cerca de oito toneladas de plástico vão parar aos oceanos, sendo que, frequentemente, muito do plástico é ingerido pelos animais marinhos, passando a fazer parte da cadeia alimentar das pessoas.

A continuar esta tendência, haverá mais plástico do que peixes em 2050, vaticina a ONU.

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