Tecnologia

Já há uma fundação para regular e promover as moedas digitais portuguesas AppCoins

A App Store Foundation visa garantir a governação aberta do protocolo das AppCoins, moedas digitais portuguesas lançadas há um ano. A 5 de novembro, decorre o App Store Foundation Blockchain Summit.

O Museu do Oriente vai receber a 5 de novembro vários especialistas internacionais para discutir os problemas das moedas digitais

Getty Images

Um ano depois de a Aptoide ter lançado as moedas digitais AppCoins, nasce a App Store Foundation, organização sem fins lucrativos que visa garantir a governação aberta do protocolo blockchain (tecnologia que permite transações descentralizadas na Internet, sem intermediário e supervisão) das AppCoins e apoiar o desenvolvimento e inovação contínua da tecnologia. A Aptoide foi a primeira loja de aplicações móveis do mundo a lançar uma moeda digital própria.

Para assinalar o arranque da ONG, o Museu do Oriente vai receber a 5 de novembro vários especialistas internacionais no App Store Foundation Blockchain Summit. Objetivo: esclarecer a comunidade global de programadores de aplicações móveis e lojas de apps, promovendo a partilha de conhecimento. Entre os oradores, estão Chris Jones, cofundador da Blockchain Seattle, e Jordan French, editor executivo do Block Telegraph.

Este não é apenas um evento sobre blockchain. Queremos resolver problemas e abordar os desafios técnicos no ecossistema de aplicações e como o blockchain pode ser a solução para os mesmos quer seja através de uma melhor estratégia de monetização, criação de novos modelos de negócio ou maior acessibilidade aos pagamentos. Casos como o do lançamento do Fortnite mostram que a indústria não precisa de se manter centralizada e que há espaço para um novo paradigma mais aberto, livre e descentralizado”, afirmou Carolina Marçalo, diretora executiva da App Store Foundation, em comunicado.

A App Store Foundation quer que o protocolo AppCoins se torne no método de pagamento líder nas lojas de aplicações. Para que isso aconteça, vai apostar na criação de parcerias estratégicas para amplificar a base de utilizadores das moedas digitais, como lojas de aplicações ou fabricantes de dispositivos móveis, e promover uma comunidade que trabalhe para melhorar a falta de transparência que existe na economia das apps, falta de confiança dos utilizadores nos atuais mecanismos de pagamento digital, entre outros.

O objetivo da ONG é tornar a portuguesa AppCoins na solução blockchain padrão para a distribuição de aplicações. As moedas digitais portuguesas foram lançadas em novembro de 2017 pela Aptoide, que conta com mais de 200 milhões de utilizadores, e podem ser utilizadas para serviços e trocas dentro de lojas de aplicações e dentro das respetivas apps. Neste momento, este protocolo já está operacional dentro da loja da Aptoide, que se tornou na primeira loja de aplicações do mundo a adotar e utilizar tecnologia blockchain.

Fundada em 2011, por Paulo Trezentos e Álvaro Pinto (que se junto ao projeto em 2012), a Aptoide disponibiliza aplicações móveis para smartphones, tablets e até SmartTV com sistema Android. A empresa está sediada em Lisboa e tem escritórios em Singapura e Shenzen (China). A loja de aplicações está disponível em mais de 40 línguas.

A startup portuguesa venceu recentemente um processo judicial contra a Google: queixava-se de ter sido eliminada da lista das apps seguras da Google Play Store, numa prática anticoncorrencial. Um tribunal português deu-lhe razão e, agora, a empresa vai pedir indemnização à gigante da tecnologia.

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