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Os sindicatos do setor ferroviário reuniram esta terça-feira com o Governo no Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, com vista a alcançar um acordo que evitasse a greve da Infraestruturas de Portugal (IP) marcada para esta quarta-feira, mas as conversações não tiveram sucesso: a paralisação vai para a frente e a circulação de comboios suburbanos e de longo curso vai sofrer grandes constrangimentos.

De acordo com José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a “maioria da circulação ferroviária estará paralisada” e os serviços mínimos existentes serão apenas aqueles “definidos pelo tribunal arbitral”, que assegurem “a segurança das plataformas” e onde se incluem “os encaminhamentos para o destino de comboios a circular ao início da greve, os comboios socorro e aqueles que transportem matérias perigosas, ‘jet fuel’, carvão e bens perecíveis”.

Nas conversações com os sindicatos, o Governo propôs um aumento de 54 cêntimos no subsídio de refeição dos trabalhadores, algo que os dirigentes sindicais consideraram “insuficiente”. A CP – Comboios de Portugal já alertou para “fortes perturbações na circulação” devido à greve na IP, face à previsão de “supressões de comboios a nível nacional em todos os serviços”. A empresa alertou ainda que “não serão disponibilizados transportes alternativos”.

Caso os clientes já tenham adquirido bilhetes para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Celta, a CP esclarece que “permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos”. Estes pedidos, contudo, têm de ser apresentados nas bilheteiras ou no formulário de contactos disponível online até 10 dias após a data do final da greve.

Os trabalhadores exigem que a administração da empresa e o Governo concretizem o acordo coletivo de trabalho e cheguem a acordo sobre um regulamento de carreiras. Os sindicatos querem “respostas às propostas sindicais tanto da parte da empresa como do Governo” em relação à negociação do acordo coletivo, disse José Manuel Oliveira.

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