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Segunda edição do Loop leva à Feira duas estreias absolutas em dança urbana

A segunda edição do Loop - Festival de Danças Urbanas leva, a 09 e 10 de novembro, a Santa Maria da Feira, quatro 'workshops' e quatro espetáculos sobre essa vertente da dança contemporânea.

JOERG CARSTENSEN/EPA

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  • Agência Lusa
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A segunda edição do Loop — Festival de Danças Urbanas leva, a 09 e 10 de novembro, a Santa Maria da Feira, quatro ‘workshops’ e quatro espetáculos sobre essa vertente da dança contemporânea, dois dos quais em estreia absoluta.

A iniciativa decorre em diversos espaços do Imaginarius Centro de Criação e do Cineteatro António Lamoso, e, segundo revela à Lusa fonte da organização, pretende “explorar e desconstruir” a linguagem da dança urbana, “proporcionando uma experiência intimista entre os criadores e o público”.

Na prática, trata-se também de “criar oportunidades no campo profissional das danças urbanas para jovens bailarinos e coreógrafos emergentes”, promovendo, entre esses criadores, “um espaço de introspeção” que ajude à divulgação e afirmação das suas carreiras.

Pelas salas do Imaginarius Centro de Criação passam assim quatro ‘workshops’ para profissionais e estudantes de dança, sob a direção dos bailarinos e coreógrafos Anaísa Lopes (também conhecida como Piny), Deeogo Oliveira, Renato García e a espanhola Aina Lanas.

Terminada a componente formativa do evento, o festival passa para o Cineteatro António Lamoso e aí os espetáculos em estreia absoluta serão dois: “Sacred Geometry” e “(In)sane”.

No primeiro caso, a peça concebida por Piny parte da ideia de geometria e das composições visuais para apreender o “poder sagrado da perfeição que jamais se conseguirá atingir”. Com outros seis bailarinos em palco, a artista cruzará registos como o House, Vogue, Breakdance, Hip Hop e Dança do Ventre, “tentando criar um corpo experimental que flutua entre os diversos vocabulários, tirando-lhe o estilo, utilizando a forma e deixando o conteúdo necessário ao discurso”.

Já “(In)sane”, de Renato Garcia, propõe-se explorar como “a rutura com o capitalismo origina uma energia libidinal de onde emerge uma nova tribo urbana, eletronicamente ligada a uma cultura de génese nipónica”. Dança e música combinar-se-ão “num clima urbano alucinogénio inspirado em toda a cultura ‘Vaporwave'”, desenhando uma narrativa abstrata que “deambula pela excentricidade da imagem pop” e pela reciclagem dos sons eletrónicos.

As duas outras ‘performances’ previstas para o Loop são “Solo”, de Deeogo Oliveira, e “Aye-Nah”, da espanhola Aina Lanas.

A primeira resulta de um projeto de Manuel Tur e do ‘breakdancer’ Deeogo Oliveira a partir do “manual de sobrevivência para o homem transparente, construído em 25 passos por Luís Araújo”. Em palco só estará Deeogo Oliveira, mas o espetáculo representa “um encontro entre dois criadores distintos, talvez opostos”, cujos percursos “são díspares, variados e talvez distantes”, mas que, após um primeiro encontro na produção “al mada nada”, se juntaram enquanto bailarino-autor e ator-encenador para testar “o corpo como ferramenta e a palavra como primazia”.

O Loop encerra depois com “Ayeh-Nah”, que assinala o início da parceria entre o festival da Feira e o seu congénere HOP, em Barcelona. Baseando numa história pessoal da bailarina Aina Lanas, que coreografa e dirige todo o trabalho, o espetáculo parte de um “um sentimento de grande desgosto” e desenvolve-se ao ritmo da luta “com uma mente oprimida e uma imensa vontade e deixar-se ir e reconectar-se com um ritmo pacífico”.

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