Rádio Observador

Relações Internacionais

Angola promete regresso dos voos entre Sal (Cabo Verde) e Luanda até final do ano

Angola e Cabo Verde querem definir e consolidar a cooperação nos setores marítimo e aéreo, ambos estratégicos para os dois países, garantindo sustentabilidade e não interrupções no serviço.

ROLF VENNENBERND/EPA

O ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas D’Abreu, afirmou esta sexta-feira, na cidade da Praia, que os voos entre Luanda e Cabo Verde deverão ser retomados antes do final do ano.

Ricardo Viegas D’Abreu falava aos jornalistas no final de um encontro com o primeiro-ministro de Cabo Verde, que o recebeu no Palácio do Governo, no âmbito da visita que o governante angolano está a realizar ao arquipélago, com os transportes entre os dois países na agenda.

“Vamos dedicar o dia à atividade da aviação civil e transporte aéreo, ligações entre Luanda-Sal ou [Luanda-]Praia e eventualmente equacionar outros destinos para, a partir daqui, materializarmos a visão que nos foi agora transmitida pelo primeiro-ministro [cabo-verdiano] de transformar Cabo Verde num hup (plataforma) de transportes”, referiu.

A acompanhar o ministro angolano está o presidente da comissão executiva da companhia aérea angolana que irá trabalhar com a transportadora aérea de Cabo Verde, no sentido de “garantir que, antes do final do ano, haja alguma ligação para Cabo Verde a partir de Angola”.

“Vai depender de questões de viabilidade e sustentabilidade da operação. Estamos a estudar as diferentes oportunidades que possam existir a nível da ligação de Luanda para Cabo Verde e depois, a partir daqui, podermos operar outros destinos, garantindo sustentabilidade e não interrupções num serviço que pretendemos consistente”, adiantou.

O ministro adiantou ainda que os transportes marítimos são “outra área muito interessante” da cooperação entre os dois países que precisam de “materializar”. “As distâncias são outras, as questões são outras, temos oportunidades de poder trabalhar ao nível das mercadorias e depois, eventualmente, ao nível dos passageiros”, disse.

Para o ministro do Turismo e Transportes e Ministro da Economia Marítima cabo-verdiano, José da Silva Gonçalves, esta visita do congénere angolano irá “redinamizar” o que tem sido “uma relação muito profícua em várias áreas”.

Recordando que no passado existiram ligações aéreas entre Luanda e a Praia, em Cabo Verde, com paragem em São Tomé, José da Silva Gonçalves sublinhou que o figurino hoje é outro e novas as perspetivas, nomeadamente desde a criação do hub aéreo da ilha do Sal. “A boa vontade sempre existiu de estreitar os laços entre os nossos países, mas faltava o suporte económico e financeiro, através de passageiros em número suficiente”, declarou.

Para já, o que está previsto é uma ligação aérea entre Luanda e o Sal, mas o ministro revelou que serão exploradas outras oportunidades. “A prioridade é o Sal, este é que está a ser equacionado”, afirmou, adiantando que poderá mais tarde chegar à capital (Praia).

Durante a visita do ministro angolano, será assinado um memorando de entendimento nos domínios dos transportes aéreos e marítimos para “definir e consolidar a cooperação nestes setores estratégicos para os dois países”. O memorando “preconiza as áreas específicas e as formas de cooperação em prol do desenvolvimento de programas, projetos e ações concretos nos domínios dos transportes aéreos e marítimos”.

Os programas deverão ser desenvolvidos por “entidades e instituições específicas de cada um dos países, com o objetivo de definir e consolidar a cooperação nestes dois setores estratégicos para os dois países”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Mundo

A política da saudade /premium

Diana Soller

Os sentimentos coletivos ganharam um lugar no pódio político e é uma condição cada vez mais essencial para ganhar eleições saber manipular esses sentimentos a favor de determinada candidatura.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)