PCP

Jerónimo diz que PCP identifica-se com intervenções de Marcelo sobre Tancos. “O Presidente da República é muito prolixo”

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, comentou em Bruxelas que “o Presidente da República é muito prolixo”, mas dá razão às diversas intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o caso Tancos

Jerónimo de Sousa, o secretário-geral do Partido Comunista Português.

Tiago Petinga/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, comentou esta terça-feira em Bruxelas que “o Presidente da República é muito prolixo”, mas dá razão às diversas intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa a reclamar o apuramento da verdade no caso de Tancos.

Em declarações à imprensa à margem de um encontro do Grupo de Esquerda Unitária no Parlamento Europeu, Jerónimo de Sousa, questionado sobre as insistentes intervenções do chefe de Estado em torno do furto e reaparecimento de material militar em Tancos, disse que “o Presidente da República é muito prolixo”, mas sublinhou que o PCP se identifica com o sentido das suas declarações, pois há que esclarecer “um processo muito nebuloso”.

“O Presidente da República é muito prolixo. Enfim, se fala muito, se fala pouco, naturalmente é questionado e procurará responder, mas ainda não fiz nenhum juízo de valor sobre se fala muito ou se fala pouco, ele lá sabe. A sua posição de exigência de apuramento de verdade, de dar curso à investigação criminal, [ele] tem referido sempre essa questão, nós identificamo-nos com esse objetivo”, declarou.

Segundo Jerónimo de Sousa, a polémica atual em torno de um “conjunto de declarações” não altera a “posição de fundo” do PCP, “designadamente à necessidade de aprofundar a investigação criminal, particularmente em torno de saber quem roubou e por que é que roubou”, que considerou “dois elementos importantes”.

“Está também a decorrer o inquérito parlamentar na Assembleia da República, e creio que, com esta combinação — o apuramento da verdade por parte das forças de investigação criminal com o próprio debate na comissão de inquérito — é possível encontrar e dar visibilidade a todo um processo muito nebuloso, como todos estaremos de acordo”, declarou o líder do Partido Comunista.

Jerónimo de Sousa reforçou que o apuramento da verdade é absolutamente necessário para que o caso do roubo de material militar de Tancos “não se transforme num folhetim permanente sem respostas concretas”.

“Dê-se força à investigação criminal, faça-se o inquérito, apure-se as responsabilidades e tire-se daí todas as consequências”, concluiu.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
PCP

A História os absorverá /premium

José Diogo Quintela

Termos partidos leninistas e trotskistas a conviver com pessoas comuns é um luxo para o cidadão português interessado em História. É como um paleontólogo ter um Brontossauro de estimação no quintal.

Polémica

Magalhães

Luís Filipe Thomaz
701

Uma instituição com os pergaminhos da Real Academia de la Historia jamais se deveria permitir emitir um comunicado que enferma de simplismo, omissão, distorção de factos e falta de informação.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)