O camarão mantis (também conhecido por lagosta mantis), foi considerado o animal mais forte do planeta. Esta é uma espécie crustáceo que pertence ao grupo dos Stomatopoda — ordem no reino animal composta por várias espécies de crustáceos marinhos  que tem cerca de 12 cm e padrões de cores muito vivas.

Este camarão habita no grande recife de coral da Austrália e usa as suas tenazes, que funcionam como cotovelos em vez de punhos, atacando as suas presas tão rápido quanto uma bala. Quando mantidos em cativeiro, são conhecidos por conseguirem quebrar os vidros dos tanques onde são colocados.

A força e a velocidade das suas tenazes permitem-lhes serem capazes de partir as conchas das suas presas — geralmente caranguejos ou moluscos — batendo-lhes com força sem as quebrar. Um estudo publicado na revista científica iScience, demonstra que esta estrutura, de nome Bouligand, impede que pequenas fissuras levem à quebra das tenazes, que se assemelham a um objeto de cerâmica.

Se pedíssemos a um engenheiro mecânico para fazer uma mola que pudesse armazenar uma grande quantidade de energia elástica, eu não pensaria em usar cerâmica”, disse Ali Miserez, cientista de materiais da Universidade Tecnológica de Nanyang que liderou a pesquisa, ao El Espanol.

Até agora, a cerâmica tem sido considerada como um material inflexível que é propenso a quebrar, no entanto, esta descoberta orgânica vem desconstruir o mito. A regeneração desta “cerâmica animal” permite que o camarão mantis dê golpadas extremamente poderosas sem danificar as suas tenazes permanentemente, chegando a atingir uma velocidade média de 80 quilómetros por hora.

(descrição do mecanismo de funcionamento e utilização das tenazes do camarão mantis)