União Europeia

Manfred Weber eleito candidato do PPE a presidência da Comissão Europeia

O alemão Manfred Weber foi eleito candidato do PPE à presidência da Comissão Europeia com quase 80% dos votos, tendo derrotado candidato finlandês, Alexander Stubb.

KIMMY SIMÕES/OBSERVADOR

O alemão Manfred Weber foi eleito esta quinta-feira candidato do PPE — a família política de PSD e CDS — a Presidente da Comissão Europeia com cerca de 79,2% dos votos dos delegados, contra apenas 20% do candidato finlandês, Alexander Stubb. Num total de 492 votantes, Weber conseguiu obter 492 votos e Stubb 127 votos. O alemão era tido como o candidato do aparelho, apoiado pela maioria dos países e dos chefes de Governo da direita europeia, e também pelo líder da oposição em Portugal, Rui Rio. O resultado foi noticiado pelo Observador ainda enquanto Angela Merkel discursava, mas só anunciado oficialmente meia hora depois.

O alemão Manfred Weber diz que é um homem com raízes, do povo, e que se sente melhor na Baviera do que junto ao centro de poder, em Bruxelas. Mas é lá que tem feito a sua carreira política nos últimos 14 anos, tendo sido eleito pela primeira vez eurodeputado em 2004. Há mais de quatro anos que é o líder da bancada do Partido Popular Europeu (PPE), a maior do hemiciclo. Agora, Weber foi eleito candidato do partido (numa eleição que, no jargão europeu, tem o nome de Spitzenkandidat) e agora quer ser próximo presidente da Comissão Europeia.

Se o PPE continuar a ser a principal força política no Parlamento, a probabilidade é grande (foi, aliás, o que aconteceu com Jean-Claude Juncker), mas não é garantido que os chefes de governo aprovem o nome em Conselho Europeu.

No entender de Weber, o presidente da Comissão Europeia deve ser próximo das pessoas e deve ir, por exemplo, aos locais dos incêndios, após uma tragédia, para falar com as pessoas.

O partido de Weber, a CSU, é o partido irmão da CDU de Merkel na Baviera. Weber diz que, por ser, da Baviera está mais próximo de Milão do que de Berlim. Mas, em 2016, defendeu numa carta enviada a Juncker que a comissão não devia deixar de pressionar os países incumpridores com sanções, como Portugal. Em entrevista ao Observador, há duas semanas, explicou que o fez por uma questão de “contexto”. Na mesma conversa, disse que respeita Mário Centeno, mas não diz se o queria como vice-presidente da sua comissão. Defende ainda que o atual sucesso de Portugal não se deve “tanto” ao trabalho do Governo de António Costa, mas a decisões tomadas pelo Governo de Passos Coelho.

[Veja o vídeo da entrevista de Manfred Weber ao Observador:]

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