Ministério Administração Interna

Ministro diz que redução de incêndios “não se deveu apenas ao São Pedro”

O ministro da Administração Interna garantiu que a rede de comunicações SIRESP "funcionou sempre" este ano e que a redução do número de incêndios "não se deveu apenas ao São Pedro", mas às mudanças.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O ministro da Administração Interna garantiu esta quinta-feira que a rede de comunicações SIRESP “funcionou sempre” este ano e que a redução do número de incêndios “não se deveu apenas ao São Pedro”, mas às mudanças feitas no combate e prevenção.

“Nos momentos mais complexos que tivemos este ano, por vezes as redes de comunicações móveis falharam, o SIRESP [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal] funcionou sempre”, disse aos deputados Eduardo Cabrita, durante a discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2019.

O ministro adiantou que os reforços de meios feitos este ano no SIRESP, nomeadamente os mecanismos de redundância elétrica e de comunicações por satélite, “permitiram responder às ocorrências de incêndio, como também durante a passagem do furacão Leslie, dando energia elétrica a zonas urbanas até que a EDP conseguisse reabastecer”.

O ministro foi questionado pelos deputados Telmo Correia (CDS-PP), Duarte Marques (PSD) e Ernesto Ferraz (BE) sobre os motivos do Governo não ter conseguido a maioria do capital da empresa que gere a rede de emergência nacional.

“O Estado tinha há um ano atrás zero por cento de capital social no SIRESP, não tinha nenhuma presença nos órgãos sociais da SIRESP SA, neste momento tem 33%, sucedendo numa posição que permite indicar o presidente do conselho de administração e o administrador executivo”, disse o governante.

O ministro da Administração Interna afirmou também no parlamento que a redução dos incêndios este ano se deveu ao maior profissionalismo dos bombeiros e outras intervenções feitas para melhorar a prevenção e combate aos fogos e não “se deveu apenas ao São Pedro”, tendo em conta que os meses de agosto e setembro foram os piores de sempre e a primeira quinzena de outubro foi “muito difícil”.

Segundo o ministro, este ano registou-se uma redução de 42% no número de ocorrências de incêndio face à média da última década, tendo 97% dos fogos sido resolvidos no ataque inicial, enquanto a área ardida decresceu 69%.

O deputado Duarte Marques criticou o ministro por ter aprovado vários diplomas em Conselho de Ministros na área da proteção civil, nomeadamente a nova lei orgânica da proteção civil, e de não ter promovido o seu debate nem ter dado a conhecer ao parlamento o seu conteúdo.

Agora que entramos em 2019...

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