Guiné-Bissau

Doentes com HIV na Guiné-Bissau sem antirretrovirais há mais de três meses

A presidente da rede nacional das associações de pessoas com HIV disse à agência Lusa que há cerca de quatro meses que se assiste a uma ruptura no fornecimento de antirretrovirais aos infetados.

ANDRE KOSTERS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A presidente da rede nacional das associações de pessoas com HIV (Renap), na Guiné-Bissau, Maria Machado, disse esta sexta-feira à agência Lusa que há cerca de quatro meses que se assiste a uma rotura no fornecimento de antirretrovirais aos infetados.

A líder da Renap, que também agrupa familiares de pessoas vítimas do HIV, acusa o primeiro-ministro, na sua qualidade de presidente do comité nacional de luta contra a doença, de falta de resposta aos pedidos de audiência para a busca de uma solução perante a ausência de medicamentos no país.

“Há mais de um mês que remetemos uma carta ao primeiro-ministro”, declarou Maria Machado, que lidera uma rede que congrega 15 associações de pessoas infetadas com HIV e seus familiares.

A Renap quer falar com Aristides Gomes para exortá-lo a tomar diligências no sentido de o Governo pagar o transporte de antirretrovirais que o Brasil ofereceu ao país, cujo envio para Bissau aquele país não pretende custear, disse Maria Machado, frisando ser uma decisão que “até faz sentido”.

Parte desse medicamento fornecido pelo Brasil já estará no país, tendo o transporte garantido pela associação dos cônsules honorários da Guiné-Bissau, declarou Machado que quer, contudo, ver “um esforço sério e determinado” das autoridades no combate e prevenção do HIV no país.

“No dia em que o Fundo Mundial parar de nos ajudar, talvez todas as pessoas afetadas por esta doença vão morrer”, disse a presidente da Renap, prometendo “medidas duras” caso a situação não se resolva nos próximos dias.

Maria Machado pondera colocar os elementos da Renap nas ruas para marchas e vigílias, “até às portas de quem de direito”, disse.

Para já, afirmou que os infetados com HIV se vão recensear, mas não vão votar nas eleições legislativas ainda sem data marcada.

Maria Machado indicou que “o problema maior, está com pessoas com HIV2”, cuja taxa de prevalência disse ser a maior na Guiné-Bissau.

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