Um homem que esfaqueou três pessoas em Melbourne, na Austrália, fazendo um morto e dois feridos, incendiou a seguir o próprio carro e foi alvejado pelas autoridades com um tiro no peito, tendo morrido no hospital. De acordo com a agência Amaq, o atentado foi agora reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

“O autor da operação de […] esfaqueamento em Melbourne é um dos combatentes do Estado Islâmico”, disse “uma fonte de segurança” a Amaq, segundo um comunicado da agência difundido através do serviço de mensagens Telegram e cuja autenticidade não pode ser verificada. “Trata-se de uma resposta para atacar os cidadãos da coligação”, acrescenta a nota, numa alusão à aliança de países que luta contra os jihadistas na Síria e no Iraque, liderada pelos Estados Unidos e de que a Austrália faz parte.

Segundo a CNN, depois de o atacante ter incendiado o carro, as autoridades encontraram garrafas de gás dentro do veículo — facto que levantou suspeitas de que podia estar a preparar um ataque de maior dimensão. O suspeito estava já referenciado pela agência de segurança do país e foi identificado como tendo origem somali. Vivia agora no noroeste de Melbourne.

[Veja em baixo vídeos que mostram como o atacante tentou esfaquear agentes da polícia]

Quando a polícia chegou ao local, o homem agrediu um dos agentes através da janela do carro, ameaçando-os com uma faca quando saíram da viatura para o confrontar, como se vê no vídeo abaixo, partilhado no Twitter da Nine News Australia.

https://twitter.com/9NewsAUS/status/1060859671265902593

As vítimas agredidas foram logo encaminhadas para o hospital, depois de terem sido socorridas no local. Sabe-se apenas que uma delas foi atacada na zona do pescoço e outra na cabeça, estando ambas em estado grave.

O incidente ocorreu numa zona de escritórios de Melbourne, no centro da cidade, numa altura em que as pessoas saíam do local de trabalho.

Testemunhos de pessoas que se encontravam na zona de escritórios dizem ter ouvido um tiro, por volta das 16h20, hora local (5h20 em Lisboa), e logo se depararam com o carro em chamas.