Cinema

“Peregrinação”, filme português candidato aos Óscares, exibido em Londres

O candidato português a uma nomeação para os Óscares em 2019 vai ser apresentado a 16 de novembro, na sexta edição das sessões do IndieLisboa em Londres, juntamente com três curtas-metragens.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O candidato português a uma nomeação para os Óscares em 2019 vai ser apresentado a 16 de novembro, na sexta edição das sessões do IndieLisboa em Londres, juntamente com três curtas-metragens.

A longa-metragem, realizada por João Botelho, adaptou para o cinema episódios do livro “Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto, impresso pela primeira vez em 1614, que relata a presença de portugueses no Oriente através das crónicas de viagens do autor.

O filme é protagonizado por Cláudio da Silva, à frente de um elenco que inclui ainda, entre outros, Catarina Wallenstein, Pedro Inês, Maya Booth, Cassiano Carneiro, Rui Morisson, Jani Zhao e Zia Soares, e tem como banda sonora “Por este rio acima”, do músico Fausto Bordalo Dias, interpretado por um coro masculino.

O filme foi escolhido pela Academia Portuguesa de Cinema para a competição de melhor filme estrangeiro, tanto dos prémios Goya (Espanha) como dos Óscares (EUA), cujos vencedores serão conhecidos, respetivamente, a 2 de fevereiro e 24 de fevereiro.

No mesmo dia, 16 de novembro, em Londres, serão projetados, na sala The Castle Cinema, “Instruções para uma revolução”, de Tiago Rosa-Rosso, inspirado pelo livro “O Torcicologologista, Excelência”, de Gonçalo M. Tavares”, “War of the Worlds”, de Manuel Brito, uma adaptação da obra homónima de Orson Wells, e o “Os Mortos”, de Gonçalo Robalo, um documentário em que o realizador recorda familiares que já morreram.

No primeiro dia das sessões, a 15 de novembro, o programa será composto por apenas um filme, “Colo”, de Teresa Villaverde, que teve estreia mundial em fevereiro do ano passado, no festival de cinema de Berlim, e foi distinguido posteriormente com o grande prémio Bildrausch Ring of Cinema Art, no festival suíço Bildrausch, e o Prémio Sauvage, principal galardão do 13.º Festival “L’Europe Autour de l’Europe”, em Paris.

Teresa Villaverde escreveu, produziu e realizou a longa-metragem, que reflete, ainda que indiretamente, os efeitos e os estilhaços da crise económica numa família de classe média, interpretada por João Pedro Vaz e Beatriz Batarda.

São personagens desamparadas, vítimas de um problema de comunicação: “Estão nitidamente perdidos, sem colo e sem saber sequer onde é que hão de procurar esse colo e resolver as coisas. E eu, que estou a olhar para eles, também não sei o que lhes hei de dizer. O filme é muito isso”, descreveu a realizadora à agência Lusa, quando o filme passou em Berlim.

“Apesar de este filme não ser sobre a situação portuguesa, inclui também isso e tudo o que eu senti que se passou nestes últimos anos”, contou.

No filme entram ainda os atores Alice Albergaria Borges, a adolescente da família que se desmorona, Tomás Gomes, Clara Jost, Rita Blanco e Simone de Oliveira, entre outros atores.

As sessões do IndieLisboa começaram em 2013, fruto de uma parceria entre o IndieLisboa Festival Internacional de Cinema e a plataforma Portuguese Conspiracy, que promove eventos no Reino Unido, beneficiando do apoio do Instituto Camões.

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