Jogo Online

“Shadow Game”. GNR apreendeu 600 mil euros e fez 31 detidos e 107 arguidos em operação contra jogo ilegal

Mil operacionais fizeram buscas e detenções durante três dias de norte a sul do País. Operação terminou com 30 detidos em Portugal e um no Luxemburgo e 107 arguidos. Apreendidos 600 mil euros.

LUSA

A operação contra o jogo online ilegal lançada pela GNR terminou com 31 detidos (um deles no Luxemburgo), além de terem sido constituídos arguidos 93 suspeitos portugueses, brasileiros, luxemburgueses e suíços e 14 empresas. Segundo o balanço daquela força policial, enviado esta manhã de sexta-feira, as autoridades apreenderam 600 mil euros, 3 mil computadores, 86 carros de gama média alta e 22 armas de fogo.

A operação “Shadow Game” foi coordenada pela Unidade de Ação Fiscal e pelo Comando Territorial de Setúbal da GNR e levou, também, para a rua, entre terça e quinta-feira, militares da Unidade de Intervenção e dos Comandos Territoriais de Aveiro, Açores, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, num total de mil operacionais. Ao mesmo tempo foram realizadas buscas no Luxemburgo, levadas a cabo pela Polícia Judiciária local que colaborou na investigação.

Segundo o comunicado da GNR,  as buscas em território nacional visaram “a organização responsável pela conceção, distribuição e exploração de plataformas de jogo online, desde os responsáveis pela sua conceção e fabrico, aos distribuidores e exploradores do jogo ilícito”. Sendo uma rede internacional, em que os crimes decorriam em mais que um país, a investigação contou com o apoio da Europol e da Eurojust.

Os Gabinetes de Recuperação de Ativos (GRA), português e luxemburguês, garantiram o congelamento de 6 milhões de euros em ativos dos arguidos, enquanto decorre o processo e se percebe se foram fruto da atividade criminosa.

A investigação estava a ser feita há mais de um ano e levou á identificação de uma rede transnacional, que operava simultaneamente em Portugal, Bélgica, Brasil, França, Luxemburgo, Moçambique e Suíça.

Constituiu, explorou e expandiu, de forma ilícita, domínios sediados em servidores identificados e software para o desenvolvimento de jogos de fortuna e azar, lotarias e apostas desportivas”, lê-se no comunicado.

Para isso, disponibilizava equipamentos a uma série de operadores locais que funcionavam em cafés, tendo gerado uma receita estimada na ordem dos 80 milhões de euros (que não foram declarados ao Estado).

Os detidos estão, desde quarta-feira, a ser ouvidos no Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal, para primeiro interrogatório judicial. Respondem pelos crimes de exploração ilícita de jogo de fortuna ou azar, exploração ilícita de jogos e apostas online, apostas desportivas à cota de base territorial (jogo no qual os participantes fazem prognósticos do desfecho do evento desportivo e o valor do prémio é calculado e função de uma cota definida pelo organizador), associação criminosa, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ssimoes@observador.pt
Conflitos

Mediterrâneo

Luis Teixeira

Huntington defendeu, como Braudel, que a realidade de longa duração das civilizações se sobrepõe a outras realidades, incluindo os Estados-nação em que se supôs que a nova ordem mundial iria assentar.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)