Pela primeira vez desde que começou a temporada, Cristiano Ronaldo não foi propriamente o nome em maior evidência nos últimos dias antes de um jogo para a Serie A. E percebe-se porquê: com a Juventus a deslocar-se a San Siro para defrontar o AC Milan, Gonzalo Higuaín, o avançado que saiu este Verão para dar “lugar” à entrada do português, iria defrontar pela primeira vez a Vecchia Signora. No final, os dois dianteiros que formaram dupla ao serviço do Real Madrid há alguns anos foram notícia mas por motivos diferentes: se houve muita coisa que correu bem ao capitão da Seleção, não houve nada que tivesse corrido bem ao argentino. E o Clássico acabou com um resultado… clássico: triunfo por 2-0 dos visitantes.

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Com Mandzukic de regresso ao onze inicial de Massimiliano Allegri, confirmou-se que a Juventus ganha outra consistência em termos ofensivos e foi preciso esperar apenas oito minutos para o croata inaugurar o marcador: cruzamento largo de Alex Sandro na esquerda e aparecimento do avançado à frente do defesa para desviar picado sem hipóteses para Donnarumma (8′). Com tanto de simples como de eficaz, a Vecchia Signora colocava-se na frente e tinha o jogo como queria. Mas faltava aquele pormenor que o técnico falou durante a semana – conseguir chegar aos dois golos de vantagem para depois controlar da melhor forma. E mais uma vez, um pouco do nada, esse avanço ficou em risco.

Quase a acabar a primeira parte, e no seguimento de uma decisão atribuída pelo VAR, o AC Milan beneficiou de uma grande penalidade por mão de Benatia na área mas Higuaín acabou por permitir a defesa de Szczęsny (com a bola ainda a bater no poste) e com outro pormenor curioso: antes da marcação, foi Cristiano Ronaldo a aconselhar o polaco dizendo algo ao ouvido do guarda-redes que acabou por adivinhar o lado para o qual o argentino transformou o castigo máximo (41′).

Ronaldo falou com Szczęsny antes do penálti e o polaco defendeu mesmo o pontapé de Higuaín (MARCO BERTORELLO/AFP/Getty Images)

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No segundo tempo, a Juventus demorou até chegar ao golo da tranquilidade mas Cristiano Ronaldo lá apareceu para o golo da ordem: recuperação de João Cancelo em terrenos mais adiantados, remate cruzado do lateral para defesa apertada do guardião do AC Milan e recarga do avançado sem hipóteses para a baliza deserta, carimbando o triunfo do conjunto de Allegri no regresso a San Siro. Mas Higuaín ainda voltaria a estar em destaque, de novo pela negativa: após uma falta sobre Benatia, o argentino exagerou nos protestos, viu o cartão vermelho e perdeu a cabeça, tendo mesmo reagido mal quando CR7 se aproximou (acabou por sair de campo em lágrimas abraçado por Matuidi, outro antigo companheiro de equipa).

Higuaín viu o amarelo, protestou, foi expulso e perdeu a cabeça, reagindo mal até a Cristiano Ronaldo (Marco Luzzani/Getty Images)

Com este resultado, a Juventus somou a 11.ª vitória em 12 jogos da Serie A (teve ainda um empate em casa com o Génova), mantendo os seis pontos de avanço sobre o Nápoles – que ganhou ontem ao Génova por 2-1 – e aumentando para nove a vantagem sobre o Inter, que foi goleado de forma surpreendente este domingo pela Atalanta por 4-1.