Aviação

Aterragem de emergência em Beja foi “o maior susto” da sua vida, diz um dos tripulantes

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Tripulante do avião da Air Astana admitiu que o problema no avião foi "o maior susto" da sua vida, não só para si como para a tripulação, revelou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Beja.

LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Um dos tripulantes do avião que aterrou de emergência no domingo em Beja confessou que o incidente foi “o maior susto” da sua vida e a tripulação apanhou “um grande susto”, contou esta segunda-feira o comandante dos bombeiros.

Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Beja, Pedro Barahona, explicou que a corporação foi chamada à Base Aérea (BA) N.º 11, onde o avião aterrou de emergência, e acabou por transportar para o hospital da cidade, em duas ambulâncias, dois tripulantes considerados feridos ligeiros, ou seja, dois homens, um de 37 anos, natural do Cazaquistão, e outro inglês, de 54.

Os dois tripulantes “estavam um bocado ansiosos”, disse, contando que falou com o tripulante de 54 anos, que foi o primeiro a sair do avião da companhia Air Astana, do Cazaquistão, e lhe disse que a tripulação, composta por seis pessoas, tinha “apanhado um grande susto, porque foi uma emergência bem real”.

Com quem tive mais diálogo foi com o tripulante transportado de 54 anos, que me disse que trabalhava na aviação há 30 anos, nesta empresa [a Air Astana] há dois ou três meses, mas já tinha 30 anos de aviação e tinha sido o maior susto da vida dele”, contou Pedro Barahona.

Segundo o comandante, os Bombeiros Voluntários de Beja chegaram à BA11 e ficaram numa posição de espera e prontidão e quem fez a intervenção dentro do avião foram duas equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), uma da Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Beja e outra do helicóptero de Évora.

As equipas do INEM “é que estiveram com os tripulantes e depois decidiriam que dois deles tinham de ser transportados” para o hospital de Beja e trouxeram-nos para as duas ambulâncias, disse Pedro Barahona.

O comandante contou que entrou na ambulância que transportou o tripulante de 54 anos para lhe perguntar a idade e a nacionalidade, “por uma questão de registo”, e “ele esteve a desabafar um bocadinho” e mantiveram “uma conversa informal em inglês”. “Contou-me que tinha sido o maior susto da vida dele em 30 anos de experiência de aviação”, reforçou Pedro Barahona.

Os dois tripulantes, os únicos elementos da tripulação transportados para o hospital de Beja, foram observados no serviço de urgência e tiveram alta logo no domingo, o de 37 anos cerca das 17:30 e o de 54 anos por volta das 18:45, disse à Lusa fonte da Unidade Local da Saúde do Baixo Alentejo.

O avião Embraer da Air Astana, que descolou de Alverca às 13:21 e declarou emergência, esteve algum tempo a sobrevoar a região a norte de Lisboa e o Alentejo, numa trajetória irregular.

A aeronave foi depois escoltada por dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa (FAP), que a acompanharam e orientaram até à aterragem na BA11, o que aconteceu às 15h28, à terceira tentativa.

Uma fonte aeronáutica avançou no domingo à Lusa que o avião, que tinha como destino Minsk, capital da Bielorrússia, sofreu uma “falha crítica nos sistemas de navegação e de controlo de voo”. O porta-voz da FAP, tenente-coronel Manuel Costa, adiantou à Lusa que o avião está numa placa de estacionamento da BA11. “Agora há todo um processo que tem a ver com a investigação do que é que se passou e de reparação da aeronave”, ao qual a FAP é “completamente alheia” e sobre o qual “não tem qualquer controlo”, referiu.

Segundo Manuel Costa, uma equipa de investigadores do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários, que está a investigar o incidente, esteve no domingo na BA11, entre cerca das 18 horas e as 21h30.

Numa conferência de imprensa, no domingo à noite, o comandante da BA11, o coronel piloto-aviador Fernando Costa, foi questionado pelos jornalistas sobre se este foi o incidente mais grave de aterragem de emergência naquela base e respondeu: “sim, seguramente”. Fernando Costa disse que a aterragem de emergência provocou “alguns danos ligeiros em termos de iluminação lateral das bermas da pista” da BA11 onde o avião aterrou, mas “nada de muito relevante, comparativamente ao incidente e como ele terminou”.

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