O sérvio Novak Djokovic justificou esta segunda-feira muito bem o seu estatuto de líder do ranking mundial de ténis, ao ganhar por dois sets o norte-americano John Isner, em 1:13 minutos, nas ATP Finals que decorrem em Londres. O resultado dá-lhe a liderança do grupo Gustavo Kurten, a par do alemão Alexander Zverev, que mais cedo na ronda se impusera ao croata Marin Cilic, também em dois sets.

O torneio de final de temporada acabou por não trazer surpresas esta segunda-feira, ao contrário do que sucedera na véspera, quando o japonês Kei Nishikori se superiorizou ao suíço Roger Federer, segundo cabeça de série e aqui à procura do 100.º título de carreira.

Ainda mais que Cilic, Isner é um dos gigantes do circuito, medindo mais de dois metros (2,08). Faz do saque a sua arma mais letal, mas desta vez acabou por nem apoquentar demasiado Djoko, triunfador em 6-4 e 6-3. O tenista sérvio fica assim seguro de que passará de ano à frente do ranking, quaisquer que sejam os resultados que se verificarem em Londres até domingo.

Mas vê-se que quer mais: o pentacampeão de Masters nunca tremeu e foi sempre impecável no seu jogo de fundo do campo, fazendo aí toda a diferença. A imagem menos boa da recente final do Masters 1000 de Paris, perdida para o russo Karen Khachanov, já lá vai. Para Djokovic, fica desde já assegurado um feito inédito – o de fechar o ano em primeiro depois de ter estado, em março, fora do top-20.

Zverev, que é o quinto mundial, ganhou a Cilic, sétimo, por 7-6 (7/5) e 7-6 (7/1), agravando a contabilidade pessoal mais recente para cinco jogos seguidos a triunfar. O alemão de 21 anos, que é apontado como o próximo dominador da modalidade, assim que terminar a geração de Nadal, Federer e Djokovik, teve tarefa complicada e chegou a estar muito próximo de perder por 4-0 no primeiro set.

Cilic acabou por falhar mais defensivamente, o suficiente para perder o duelo desta segunda-feira. No Masters, nunca passou às meias-finais, em quatro presenças, e não deverá ser em Londres que inverte a tendência.