O Ministério Público (MP) pediu esta segunda-feira que sejam submetidos a julgamento os três seguranças acusados de tentativa de homicídio de dois homens agredidos com violência em novembro de 2017 junto à discoteca Urban Beach, em Lisboa.

Os três ex-funcionários da empresa que prestava serviço de segurança na discoteca requereram a abertura de instrução, fase facultativa na qual um juiz de instrução criminal vai decidir se leva os arguidos a julgamento. Esta segunda-feira, no debate instrutório, a procuradora do MP, Emília Serrão, pediu à juíza Cláudia Pina do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa que pronuncie (que leve a julgamento) os arguidos nos “termos da acusação”, enquanto os advogados dos arguidos defenderam que os seus constituintes sejam pronunciados (sejam levados a julgamento) apenas por ofensa à integridade física simples.

Vídeo. Seguranças do Urban agridem jovens à porta da discoteca e são despedidos

“A brutalidade com que atuaram é reveladora de muita censura, de um grande dano social”, destacou a procuradora do MP, sublinhando que os arguidos quiseram matar os ofendidos ao terem atuado como atuaram. “A gravidade acabou por não ser a que os arguidos visavam. Se as lesões não vieram a transformar-se numa enorme gravidade, dada a forma como foram executadas, são indicadoras de que a intenção dos arguidos não era tão só colocar os ofendidos no chão, mas ofendê-los fisicamente e inclusivamente tirar-lhes a vida”, frisou a procuradora.

A advogada dos dois ofendidos, que se constituíram assistentes no processo e que reclamam, cada um, 50 mil euros dos arguidos, subscreveu as alegações do MP.